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Assentamentos tomarão milhares de dunams de terras palestinas, alertam oficiais

Obras do assentamento exclusivamente judaico de Givat Zeev, perto de Ramallah, Cisjordânia ocupada, em 26 de agosto de 2021 [AHMAD GHARABLI/AFP via Getty Images]

Um plano israelense para instalar uma rede de esgoto entre assentamentos ilegais no norte da Cisjordânia ocupada pretende passar pela cidade palestina de Salfit e, portanto, expropriar suas terras, alertou nesta terça-feira (28) o governador local Abdullah Kameel.

No Facebook, Kameel destacou que o projeto colonial israelense tomará milhares de dunams de terras palestinas — unidade de área adotada na região, equivalente a 1000 m².

“Os bairros de Deir Istya, Wadi Jbara, Wadi al Oqda e Wadi Qana, no norte de Salfit, serão afetados”, advertiu o governador. “Além disso, este perigoso projeto causará um verdadeiro desastre ambiental na área, que representa uma nova forma de expansão colonial”.

Said Zaydan, chefe da subprefeitura de Deir Istya, observou que o encanamento terá 8 km de extensão, sobre um trilho de 30 metros de largura. “[O projeto] poluirá os mananciais de Wadi Qana e uma enorme área de fazendas palestinas”, reiterou.

Zaydan insistiu que sua subprefeitura busca obter um mandado judicial israelense para interromper as obras; contudo, sem esperanças. O sistema legal da ocupação costuma indeferir apelos palestinos, em favor de colonos e assentamentos ilegais.

Mais de 650 mil colonos ilegais vivem em 130 assentamentos e postos avançados espalhados em toda a Cisjordânia — ocupada por Israel desde 1967.

Segundo a lei internacional, todos os assentamentos e colonos em terras ocupadas são terminantemente ilegais. Apesar de diversas resoluções da ONU para tanto, nada foi feito para que Israel retire-se dos territórios palestinos.

LEIA: Sinagogas são usadas para consolidar ocupação ilegal da Cisjordânia, alerta OLP

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