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Invasão a Jenin pode ser inevitável, alega chefe do Exército de Israel

Palestinos protestam contra violações nas cadeias de Israel, no posto de controle de Beit Al, na cidade de Jenin, Cisjordânia ocupada, 10 de setembro de 2021 [Hisham K. K. Abu Shaqra/Agência Anadolu]

Aviv Kochavi, comandante máximo do Exército de Israel, afirmou ontem (15) que invadir a cidade palestina de Jenin, na Cisjordânia ocupada, pode ser inevitável.

Segundo informações da agência de notícias Al Maydan, a televisão israelense mencionou Kochavi ao declarar que seu exército pode invadir Jenin para “expurgar” facções de resistência palestina eventualmente instaladas no local.

De acordo com Kochavi, um dos prisioneiros que escaparam da cadeia de Gilboa, entrou na cidade e provavelmente recebeu assistência de seus cidadãos.

Na última semana, seis palestinos fugiram da penitenciária de segurança máxima no norte do território considerado Israel; quatro foram recapturados, até então.

Segundo o general, interrogatórios com Zakaria al-Zubeidi — um dos presos apreendidos, cujos relatos sugerem tortura — revelou que os fugitivos planejavam chegar a Jenin.

“Se tivermos certeza de que estão em Jenin, grande parte do exército estará pronta para invadir e prendê-los novamente, mesmo que afete toda a Cisjordânia”, alegou Kochavi.

O comandante israelense reiterou ainda que, caso os dois palestinos ainda em fuga estejam em outra cidade da Cisjordânia, o mesmo cenário será implementado na área.

Kochavi criticou a Autoridade Palestina por tornar-se “fraca” na Cisjordânia, de modo que Tel Aviv não pode permitir que grupos palestinos “ergam suas cabeças” — isto é, sintam-se encorajados a resistir contra a ocupação.

LEIA: Quantos palestinos mais devem morrer pela “segurança” de Israel?

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