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Estudo mostra condições sub-humanas em ‘hotéis’ para refugiados na Grã Bretanha

Requerentes de asilo no campo de Napier, em Folkestone, Inglaterra, 20 de junho de 2021 [Hollie Adams/Getty Images]

Um novo estudo revelou que as condições em “hotéis” para requerentes de asilo na Grã Bretanha são abaixo dos padrões estabelecidos e frequentemente de risco.

Mais de 50 refugiados radicados em Glasgow concederam informações a pesquisadores da Universidade de Napier, em Edimburgo, e seus coprodutores da ong Migrantes por Direitos e Emancipação, para formular o relatório em questão.

Descobertas iniciais mostram que a realocação dos requerentes de asilo durante a pandemia de covid-19 impôs efeitos adversos à sua saúde, em acomodações temporárias marcadas por eventual insalubridade e condições semelhantes à prisão.

A denúncia refere-se principalmente ao campo de Napier, em Folkestone, administrado pela empresa privada Clearsprings, cujas habitações inadequadas são duramente criticadas por grupos de direitos humanos que trabalham no local.

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No ápice do coronavírus, famílias foram obrigadas a viver em dormitórios separados apenas por uma cortina, a despeito das recomendações de distanciamento social.

Segundo o relatório, uma unidade de maternidade em Glasgow foi denunciada por mulheres refugiadas por sua superlotação e insalubridade, de modo que os pesquisadores reivindicaram uma análise independente e urgente da instalação.

Alguns requerentes de asilo, no entanto, foram ameaçados de deportação por funcionários dos centros de acomodação, caso não aceitassem a realocação.

O relatório observou os danos à saúde e bem-estar causados pelas condições precárias e a exposição duradoura nas estruturas instaladas durante a pandemia.

No início da semana, afegãos reassentados no Reino Unido relataram ao The Guardian sentirem-se presos a uma quarentena compulsória por períodos abusivos, sem poder sair de casa por mais de uma ou duas horas por dia.

Um intérprete afegão descreveu o “hotel” ao qual foi transferido em Swindon como “prisão”, sob vigilância e forte burocracia até mesmo para caminhar a céu aberto. Os refugiados não têm informações sobre quanto tempo ficarão no local ou aonde irão a seguir.

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