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Hamas rejeita acordo da UNRWA

Um homem palestino carrega nos ombros sacos de farinha recebidos de um centro de distribuição da Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras (UNRWA) no campo de refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, em 29 de janeiro de 2020 [Mahmud Hams/AFP via Getty Images]
Um homem palestino carrega nos ombros sacos de farinha recebidos de um centro de distribuição da Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras (UNRWA) no campo de refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, em 29 de janeiro de 2020 [Mahmud Hams/AFP via Getty Images]

O Movimento de Resistência Islâmica Palestina – Hamas – rejeitou o acordo assinado entre os Estados Unidos e a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos no Oriente Médio (UNRWA, na sigla em inglês) com relação à restauração do financiamento dos EUA para a agência.

O Hamas destacou que o acordo assinado em 15 de julho contém condições “perigosas e humilhantes” impostas por Washington à agência em troca de financiamento.

“Estamos cientes da severa crise financeira da agência e da importância de resolvê-la de maneira radical e sustentável”, disse o Hamas, “mas isso é responsabilidade da comunidade internacional liderada pela ONU”.

O movimento disse que se recusa a assinar acordos condicionais que esvaziam a UNRWA e seu mandato de seu conteúdo, e expõem a questão dos refugiados a “grave perigo”. Além disso, ressaltou que também se recusa a tomar quaisquer medidas contra os funcionários ou beneficiários da UNRWA, conforme estipulado no acordo.

“Os Estados Unidos querem prestar um serviço à ocupação israelense liquidando a questão dos refugiados, o cerne da causa palestina e da UNRWA, por meio de extorsão financeira”, explicou o Hamas. O acordo, insistiu, contradiz o mandato da UNRWA, bem como o direito internacional e o direito humanitário, transformando a agência em um instrumento de segurança política nas mãos de um país estrangeiro.

O Comitê de Acompanhamento das Forças Nacionais e Islâmicas publicou uma carta na quarta-feira dirigida ao comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, na qual expressava as objeções ao acordo com os EUA.

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