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Segundo Abbas, não haverá nenhuma negociação de reconciliação com o Hamas, a menos que as resoluções internacionais sejam reconhecidas

O presidente palestino, Mahmud Abbas, em 25 de maio de 2021, na sede da Autoridade Palestina na cidade de Ramallah, na Cisjordânia [Alex Brandon/POOL/AFP via Getty Images]

O presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, afirmou que não aceitará nenhuma negociação de reconciliação com o Hamas a menos que este reconheça resoluções internacionais.

Respondendo a uma carta enviada a ele pelo proeminente empresário palestino Munib Al-Masri, que se reuniu com a liderança do Hamas em Gaza e no exterior, Abbas escreveu: “O Hamas tem que reconhecer as resoluções internacionais para ser um parceiro”.

Na carta que passou a Abbas, Al-Masri descreveu seus encontros com a liderança do Hamas como “positivos” e reiterou a intenção do Hamas de acabar com a divisão interna palestina e alcançar uma reconciliação nacional.

Abbas enfatizou que “não haveria diálogo com eles (Hamas)” a menos que ele recebesse uma carta do chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, assinada com seu nome.

LEIA: O povo versus Mahmoud Abbas: os dias da Autoridade Palestina estão contados?

Respondendo às condições de Abbas, o porta-voz do Hamas, Abdul-Latif Al-Qanou, anunciou em um comunicado: “Qualquer diálogo nacional deve ser baseado nos entendimentos do Cairo”.

Ele descreveu as condições de Abbas como uma “rendição” aos sionistas e declarou: “Ela se opõe ao consenso nacional palestino”.

O oficial do Hamas descreveu a postura de Abbas como um “grande obstáculo” antes de alcançar a unidade nacional com base nos entendimentos do Cairo, que estão sendo aceitos por todas as facções palestinas.

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