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Hezbollah organiza transporte de petróleo do Irã para ajudar o Líbano

Apoiadores de Hassan Nasrallah, o chefe do movimento muçulmano xiita do Líbano Hezbollah, o vêem falar através de uma tela gigante em uma mesquita, em Beirute, em 1º de novembro de 2019 [AFP/Getty Images].
Apoiadores de Hassan Nasrallah, o chefe do movimento muçulmano xiita do Líbano Hezbollah, o vêem falar através de uma tela gigante em uma mesquita, em Beirute, em 1º de novembro de 2019 [AFP/Getty Images].

Um carregamento de combustível iraniano destinado ao Líbano e organizado pelo Movimento Hezbollah embarca hoje, disse o grupo, advertindo seus inimigos norte-americanos e israelenses contra qualquer movimento para deter o carregamento que disse ter como objetivo aliviar uma crise aguda de combustível, informou a Reuters.

Os opositores do Hezbollah no Líbano advertiram sobre as consequências terríveis da mudança, com o político sunita Saad Al-Hariri, um ex-primeiro ministro, dizendo que correria o risco de serem impostas sanções a um país cuja economia está em colapso há quase dois anos.

Não houve nenhum comentário imediato por parte do governo libanês.

O líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, disse que outros carregamentos viriam a seguir para ajudar o povo libanês.

“Eu digo aos americanos e aos israelenses que o barco que navegará dentro de horas vindo do Irã é patrimônio libanês”, disse Nasrallah, sugerindo que qualquer ação para impedi-lo seria recebida com uma resposta.

“Não queremos nos meter em um problema com ninguém. Queremos ajudar nosso povo”, disse ele.

A chegada do óleo combustível iraniano marcaria uma nova fase na crise financeira que o Estado libanês e suas facções dirigentes, incluindo o Hezbollah, não conseguiram enfrentar, mesmo com o aumento da pobreza e a escassez desencadeando uma violência mortal.

Nasrallah não disse como o carregamento seria financiado.

Em junho, ele disse que o Irã estava preparado para aceitar o pagamento na moeda libanesa, que perdeu mais de noventa por cento de seu valor em dois anos.

As sanções dos EUA ao Irã, reinstituídas em 2018 quando o então presidente Donald Trump se retirou de um acordo nuclear de 2015 com Teerã, com o objetivo de reduzir a zero suas vendas de petróleo.

A pior crise econômica do Líbano desde a guerra civil de 1975-90 atingiu um ponto crítico, com hospitais, padarias e outros serviços essenciais sendo forçados a fechar ou reduzir a escala devido aos cortes de energia e à escassez aguda de gasolina.

Nasrallah não disse quando ou onde o carregamento iria atracar.

“Se Deus quiser, este navio e outros chegarão em segurança”, disse Nasrallah em um discurso televisionado.

LEIA: Hezbollah quer importar petróleo do Irã em meio a escassez de combustível

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