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Ajuda militar dos EUA ao Egito, condicionada aos direitos humanos, aumenta US$ 75 milhões

Forças de segurança egípcias em Gizé, Egito, em 28 de novembro de 2014 [Amr Sayed/ApaImages]
Forças de segurança egípcias em Gizé, Egito, em 28 de novembro de 2014 [Amr Sayed/ApaImages]

A ajuda de segurança dos EUA condicionada aos direitos humanos, que não tem isenção de segurança nacional, aumentou para US$ 150 milhões, ante US$ 75 milhões.

Na segunda-feira, o Subcomitê de Operações Estrangeiras e Estaduais de Dotações da Câmara divulgou seu projeto de lei de financiamento de ajuda externa FY22 antes de seu mark-up, que foi publicado no Twitter pelo diretor da The Freedom Initiative, Project on Middle East Democracy (POMED).

Em uma discussão, Seth Binder aponta que o US$ 1,3 bilhão de ajuda militar para o Egito será fornecido pelo projeto de lei e que rejeita pedidos para não incluir condições de direitos humanos.

Da ajuda, US$ 300 milhões serão condicionados aos direitos humanos, dos quais US$ 150 milhões têm renúncia à segurança nacional. Para essa parte do dinheiro, uma nova condição é que o governo egípcio tome medidas para “prevenir a intimidação e o assédio de cidadãos americanos”.

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Para os US$ 150 milhões sem renúncia à segurança nacional, US$ 135 milhões estão condicionados “à libertação de prisioneiros políticos e ao fornecimento do devido processo aos detidos”.

Os US$ 15 milhões restantes estão condicionados a uma compensação justa para April Corley, a patinadora profissional que pediu compensação ao Egito após um ataque das forças armadas egípcias quando ela fazia parte de um grupo turístico no Deserto Ocidental do Egito.

A quantia de ajuda condicionada aos direitos humanos e não sujeita à renúncia de segurança nacional foi de US$ 75 milhões no FY21 e US$ 0 no FY20, de acordo com a diretora da Carnegie para o Oriente Médio, Michele Dunne.

O tema da ajuda militar americana ao Egito tem sido o centro de um debate entre ativistas de direitos humanos que perguntaram por que os EUA estão dando tanto dinheiro a um país que se tornou um dos mais repressivos do mundo.

O regime egípcio prendeu, torturou e fez desaparecer as famílias dos egípcios americanos Mohamed Soltan e Aly HussinMahdy.

Em abril, 14 organizações de direitos humanos escreveram uma carta ao governo dos EUA pedindo que não usasse uma renúncia de segurança nacional para liberar ajuda militar ao Egito.

Os ex-presidentes dos EUA Barack Obama e Donald Trump emitiram renúncias de segurança nacional para contornar as condições impostas pelo Congresso dos EUA sobre a ajuda militar ao Egito.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, solicitou que o valor total fosse enviado ao Egito, o que minou sua campanha presidencial no ano passado, quando prometeu que não haveria mais cheques em branco para o ‘ditador favorito’ de Trump e que colocaria os direitos humanos no centro de sua campanha.

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