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Jornalistas palestinos condenam Estados Unidos por bloquear dezenas de sites de notícias árabes

Sindicato dos Jornalistas Palestinos protesta contra a agressão dos oficiais de segurança contra seus colegas, em Ramallah, em 13 de março de 2017 [Mohammad Asad / Monitor do Oriente Médio]

O Sindicato de Jornalistas Palestinos (PJS) condenou ontem o confisco pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos de 33 sites de mídia, descrevendo-o como “pirataria” contra os meios de comunicação palestinos e árabes.

O órgão disse em uma declaração que a apreensão “contradiz a liberdade de opinião e expressão, bem como as leis e os estatutos internacionais, por um lado, e complementa as violações da ocupação [israelense] contra os sites de mídia social que transmitem a narrativa palestina e árabe, por outro”.

A decisão, acrescentou, é “um novo episódio de uma série de medidas crescentes contra os conteúdos palestinos, árabes e regionais que apóiam os direitos palestinos, as questões árabes e regionais”, completando que acrescentará este assunto à agenda do Sindicato Geral dos Jornalistas Árabes durante sua reunião na próxima semana no Cairo.

No início da terça-feira, o Departamento de Justiça anunciou a apreensão de 33 sites de mídia afiliados ao governo iraniano, bem como três ligados ao grupo iraquiano Kata’eb Hezbollah, os quais, segundo ele, foram hospedados em domínios de propriedade dos EUA em violação às sanções.

“Componentes do governo do Irã … disfarçados de organizações de notícias ou veículos de mídia visavam os Estados Unidos com campanhas de desinformação e operações de influência maligna”, disse o Departamento de Justiça em uma declaração

O governo americano também tomou o domínio do site Palestine Today, que reflete os pontos de vista dos movimentos Hamas e Jihad Islâmica baseados em Gaza-, redirecionando o site para o mesmo aviso.

Os sites de notícias bloqueados também incluem o Al-Alam, Press TV, o site Al-Masirah TV e os sites Al-Kawthar e Nabaa.

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