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Egito e Catar reúnem-se às vésperas de reunião sobre a Represa do Renascimento

Ministro de Relações Exteriores do Egito Sameh Shoukry (à direita) reúne-se com Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al-Thani, vice-premiê e chanceler do Catar, no Cairo, 25 de maio de 2021 [Khaled Desouki/AFP via Getty Images]

Os chanceleres do Egito e do Catar reuniram-se na capital catariana Doha às vésperas de uma reunião extraordinária de representantes árabes para debater os últimos acontecimentos em torno da Represa do Renascimento, construída pela Etiópia na bacia hidrográfica do Nilo.

O chanceler catariano Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al-Thani encontrou-se com sua contraparte egípcia Sameh Shoukry para discutir investimentos, cooperação bilateral e contexto regional, sobretudo a causa palestina e a situação na Líbia.

A disputa sem fim entre Etiópi[Sabaaneh/Monitor do Oriente Médio]

A disputa sem fim entre Etiópia, Egito e Sudão sobre a Represa do Renascimento [Sabaaneh/Monitor do Oriente Médio]

Segundo a agência estatal catariana QNA, ambos os ministros salientaram a importância de coordenar esforços regionais para alcançar soluções que garantam a segurança e estabilidade da região e promovam a cooperação recíproca.

Durante o encontro, o diplomata do Catar destacou os avanços positivos no relacionamento entre os países, ao observar tratar-se do melhor interesse à região.

Al Thani reafirmou a gratidão de Doha sobre a mediação do Cairo para instituir o recente cessar-fogo na Faixa de Gaza, após onze dias de bombardeios israelenses, e enfatizou o papel da diáspora egípcia no desenvolvimento dos setores público e privado do Catar.

Shoukry, por sua vez, expressou a gratidão de seu país pela resposta catariana em conduzir uma reunião consultiva de emergência sobre a Represa do Renascimento, a pedido do Egito e Sudão. O Catar deverá presidir a sessão de chanceleres árabes nesta terça-feira (15).

LEIA: União Africana expressa apoio à mediação sobre a Represa do Renascimento

A Etiópia investiu US$5 bilhões na enorme represa construída perto da fronteira com o Sudão, na bacia hidrográfica do Nilo, sob a justificativa de obter eletricidade necessária para o consumo e a regeneração econômica do país.

O Egito é quase inteiramente dependente do Nilo, ao receber em torno de 55.5 milhões de metros cúbicos de água por ano, e acredita que a barragem terá impacto severo em seus recursos para consumo, agricultura e geração de energia elétrica.

O Cairo quer garantias de que receberá ao menos 40 bilhões de metros cúbicos de águas do Nilo. O Ministro de Irrigação da Etiópia Seleshi Bekele alegou que o regime egípcio de Abdel Fattah el-Sisi abandonou a demanda, mas foi desmentido reiteradamente.

O encontro de hoje também analisará a situação na Palestina e a recente agressão israelense.

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