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Centenas protestam contra corrupção e carestia no Iêmen

Homem iemenita exibe dinheiro e cartaz em árabe contra a corrupção, durante protesto na cidade de Taez, Iêmen, 3 de junho de 2021 [Ahmad al-Basha/AFP via Getty Images]
Homem iemenita exibe dinheiro e cartaz em árabe contra a corrupção, durante protesto na cidade de Taez, Iêmen, 3 de junho de 2021 [Ahmad al-Basha/AFP via Getty Images]

Centenas de iemenitas tomaram as ruas aa cidade de Taez nesta quinta-feira (3) para protestar contra a corrupção e o alto custo de vida no país, reportou a agência Anadolu.

A ativista de direitos humanos Wafaa al-Silwi observou: “Saímos para protestar por causa da fome, corrupção e sofrimento que vivenciamos na província de Taez … Basta de corrupção! Estamos morrendo de fome, carestia, pobreza e doenças”.

Al-Silwi exortou o governo iemenita a conduzir reformas efetivas para melhorar as condições de vida na região, conter a deterioração da moeda e responsabilizar oficiais corruptos.

“Continuaremos a protestar até que nossas demandas sejam ouvidas”, prosseguiu. “Não queremos um assento à mesa ou cargos públicos, queremos viver!”

O manifestante Mujeeb al-Maqtar reivindicou a exoneração de gestores corruptos das instituições de estado, incluindo órgãos civis, militares e de segurança.

Há duas semanas, a cidade de Taez também testemunhou manifestações contra a deterioração nas condições de vida e a corrupção endêmica no governo.

Na terça-feira (1°), o governador da província demitiu os diretores da companhia de transporte e energia elétrica, Muhammad Al-Naqeeb e Aref Abdel Hamid, devido aos protestos.

O Iêmen — país mais pobre do Oriente Médio — é assolado por violência e caos desde 2014, quando rebeldes houthis tomaram grande parte do país, incluindo a capital Sanaa.

A crise escalou em 2015, quando uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita interveio com uma devastadora campanha aérea para reverter os ganhos territoriais houthis e restaurar o governo aliado de Abd Rabbuh Mansur Hadi, reconhecido internacionalmente.

A guerra — na qual Estados Unidos e Reino Unido apoiam a coalizão saudita — matou mais de cem mil pessoas e levou milhões à margem da fome, segundo dados oficiais da ONU.

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