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Grupo apoiado pelo Irã invade a Zona Verde de Bagdá para libertar líder detido

Uma das entradas para a Zona Verde fortificada de Bagdá, em 24 de novembro de 2018 [Ahmad Al-Rubaye/AFP/Getty]

Milícias xiitas apoiadas pelo Irã invadiram a Zona Verde fortificada na capital iraquiana, Bagdá, ontem, cercando forças do governo e locais em uma tentativa de forçar a libertação de um líder de milícia preso.

Na quarta-feira, as forças especiais de contraterrorismo iraquianas capturaram e prenderam Qasem Musleh – um líder de milícia que opera na província de Anbar, no oeste do país – sob suspeita de ordenar o assassinato de vários ativistas no ano passado.

Sua prisão supostamente indignou a rede de milícias apoiadas pelo Irã sob a égide das Forças de Mobilização Popular (PMF, na sigla em inglês), resultando em unidades da milícia inundando a capital e desfilando pela Zona Verde, a área internacional em Bagdá onde as embaixadas dos EUA e da Grã-Bretanha e os principais departamentos do governo estão baseados.

ASSISTA: Dois manifestantes são mortos em ato contra o governo do Iraque

Eles também cercaram a residência oficial do primeiro-ministro iraquiano, Mustafa Al-Kadhimi, em que as milícias alegaram que conseguiram forçar a libertação de Musleh. De acordo com os militares iraquianos, no entanto, o número ainda está sob custódia e estava sendo questionado por um “comitê de investigação conjunto”, que supostamente incluía funcionários da PMF.

Os militares também continuaram a posicionar tanques e forças por toda a capital para reforçá-lo, parecendo confirmar que Musleh ainda não foi libertado.

Após os protestos generalizados contra a influência iraniana e as crises econômicas nos últimos anos, além dos disparos de manifestantes pelas forças de segurança, a nomeação de Al-Kadhimi no ano passado foi vista por muitos como uma esperança de fazer cumprir a legislação de direitos humanos e devolver a soberania ao Iraque.

As ações das milícias ontem trouxeram ainda mais dúvidas sobre a capacidade do governo de controlar as facções do PMF e integrá-las totalmente às forças armadas, e a crescente ocorrência de ativistas sendo assassinados levantou a preocupação de que o Irã continue a ter uma influência excessiva dentro do país.

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