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Instituições da UE amenizam a descrição do primeiro-ministro italiano de Erdogan como ‘ditador’

O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, em Trípoli, Líbia, em 6 de abril de 2021 [Hazem Turkia/Agência Anadolu]
O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, em Trípoli, Líbia, em 6 de abril de 2021 [Hazem Turkia/Agência Anadolu]

As instituições da União Europeia têm atenuado a descrição do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, como um “ditador” pelo primeiro-ministro italiano Mario Draghi, informou a Agência de Notícias AKIpress na sexta-feira.

Durante uma reunião realizada na terça-feira na capital turca, Ancara, a presidente da Comissão da UE, Ursula von der Leyen, uma das duas líderes da UE em visita, foi deixada de pé por um breve período antes de se sentar em um sofá.

“Fiquei muito descontente com a humilhação que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, teve de sofrer”, anunciou Draghi.

Ele acrescentou: “Com esses ditadores, vamos chamá-los do que são – que, no entanto, são necessários – é preciso ser honesto ao expressar suas ideias e pontos de vista divergentes sobre a sociedade”.

A Turquia condenou Draghi por acusar Erdogan de humilhar Ursula von der Leyen e o chamou de “ditador”.

A Agência Anadolu relatou que a equipe do Conselho da UE deslocou uma equipe do escritório local da Delegação da UE que deveria trabalhar na organização dos assentos em nome da Comissão da UE.

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Informou também que a equipa do presidente do Conselho da UE, Charles Michel, assumiu o controle dos preparativos do protocolo para a reunião.

A AKIpress relatou que as instituições da UE afirmaram não estar interessadas em tais reivindicações, salientando a importância das relações entre a Turquia e a UE, apesar da existência de muitos desafios.

O alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança e vice-presidente da Comissão Europeia, Josep Borrell, reiterou a importância da cooperação entre a UE e a Turquia, salientando que os líderes turcos foram eleitos democraticamente.

A UE reafirmou que não mudou a sua posição em relação à Turquia, acrescentando que esperava que Ancara diminuísse a tensão de meses entre as duas partes.

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