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Absolvição de Lula repercute na imprensa árabe

o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva[Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil]
o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva[Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil]

A decisão de ontem (9), do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornando-o elegível para as eleições presidenciais de 2022 repercutiu na mídia de diversos países árabes.

A Al Jazeera deu destaque para a possibilidade de candidatura de Lula nas próximas eleições. Com a manchete “Juiz abre portas para candidatura de Lula no Brasil em 2022”. A correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Monica Yanakiew, explicou que a decisão do tribunal não significa que Lula tenha sido considerado inocente das acusações pelas quais ele foi condenado anteriormente. “Significa apenas que eles o julgaram no lugar errado e que ele deveria ser julgado novamente”, disse ela. “Mas isso tem um grande impacto político porque restaura seus direitos de concorrer às eleições do próximo ano”.

O título do Al Araby Al Jadeed (New Arab) foi “Lula recupera o direito a se candidatar à presidência do Brasil após o cancelamento de sua condenação por corrupção”. A nota também destaca as eleições e compartilha o twitter do Partido dos Trabalhadores (PT): “Lula inocente”.

Também lembram que antes da prisão, o ex-presidente era o mais provável a vencer as eleições presidenciais de 2018, de acordo com as pesquisas de opinião.

“Dois anos e meio depois, Lula parece ser o único capaz de derrotar o presidente de extrema direita, Jair Bolsonaro, nas próximas eleições de 2022. 50% dos entrevistados manifestaram vontade de votar nele, contra 44% para o presidente em exercício.”

O canal árabe de televisão, Al Araby TV, questionou: “Lula irá concorrer à presidência do Brasil?”. Eles divulgaram a resposta de Jair Bolsonaro à BBC Brasil, acusando Fachin de ter fortes relações com o PT.

Já o Arabi21 noticiou que uma “súbita decisão judicial absolve o ex-presidente brasileiro de corrupção”. O jornal usou uma foto de Lula limpando as lágrimas e deu destaque para a prisão do ex-presidente e a sequência de acusações criminais. A notícia fala que ele cumpriu 18 meses na prisão depois de ser “condenado por um grande escândalo de suborno que afetou vários políticos e líderes empresariais” e diz que o “escândalo afetou o Partido dos Trabalhadores, fundado por Lula, após denúncias de que parte desse dinheiro foi usado para compra de votos, pagamento de propina e ajudar em campanhas políticas”.

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