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Família de advogada Hoda Abdelmonem presa no Egito diz que não tem permissão para visitá-la

Hoda Abdelmonem. [FadwaKhaled/Facebook]
Hoda Abdelmonem. [FadwaKhaled/Facebook]

A família da advogada detida Hoda Abdelmonem emitiu uma declaração afirmando que lhes foi negado o direito de visita.

A manifestação vem em resposta a uma declaração publicada nas contas de mídia social do Ministério do Interior, que afirma que Hoda é regularmente visitada por sua família.

“Estamos realmente chocados com essas alegações, que provam que o regime não tem nenhuma intenção real de fornecer à família nem mesmo os direitos mais básicos de comunicação com Hoda.”

“Hoda está presa desde 1º de novembro de 2018 sem receber nenhuma visita da família ou de advogado.”

A família também expressou preocupação com o fato de que a saúde de Hoda está se deteriorando novamente e nenhum atendimento médico foi fornecido.

LEIA: Prisioneiros políticos do Egito têm pão e frutas negados

Hoda está detida na prisão feminina de Al-Qanater em prisão preventiva, apesar de exceder o limite de dois anos que a lei egípcia estipula para esse tipo de prisão.

Em 1º de novembro de 2018, policiais egípcios invadiram, destruíram a casa de Hoda, de 60 anos, no Cairo, vendaram e colocaram a advogada em um carro da polícia sem mostrar um mandado de prisão.

Eles revistaram sua casa e então a levaram para um destino desconhecido e a fizeram desaparecer à força por 20 dias antes que ela reaparecesse no tribunal.

Hoda foi uma dos 19 ativistas de direitos humanos detidos naquele dia na repressão do governo à liberdade de expressão.

Hoda é advogada dos Tribunais de Cassação e Supremos Constitucionais do Egito e ex-integrante do Conselho Nacional de Direitos Humanos e da Ordem dos Advogados do Egito.

Em janeiro do ano passado, a Anistia Internacional pediu às autoridades egípcias que a libertassem.

As autoridades egípcias reforçaram as restrições a visitas e, em alguns casos, as baniram totalmente, alegando tentativa de controlar a pandemia do coronavírus em março do ano passado.

Não apenas os medicamentos vitais e salvadores de vidas foram impedidos de entrar nas prisões, mas também os alimentos. Uma recente coleção de testemunhos reunidos pela Arab Network for Rights mostrou que alguns prisioneiros foram proibidos de receber pão e frutas.

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