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BDS ‘beira’ o antissemitismo, diz embaixadora indicada por Biden para a ONU

O presidente dos EUA, Joe Biden, em 27 de janeiro de 2021, em Washington, DC. [Anna Moneymaker-Pool/Getty Images]
O presidente dos EUA, Joe Biden, em 27 de janeiro de 2021, em Washington, DC. [Anna Moneymaker-Pool/Getty Images]

A embaixadora indicada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para a ONU, denunciou a campanha global de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel. Se confirmada sua posição, Linda Thomas-Greenfield promete lutar contra o que chamou de “preconceito” contra o estado sionista no fórum internacional.

Ecoando o tipo de hostilidade em relação ao ativismo pró-palestino exibido abertamente pelo governo do antecessor de Biden, Thomas-Greenfield disse em sua audiência de confirmação do Senado: “Estou ansiosa para ficar ao lado de Israel, contra o alvo injusto que é Israel, as resoluções implacáveis propostas contra Israel injustamente”. Ela acrescentou que também planeja trabalhar com seus colegas israelenses para reforçar a segurança do estado colonial e “ampliar o círculo de paz”.

Israel impotente enfrenta BDS. [Sabaaneh/Monitor do Oriente Médio]

Israel impotente enfrenta BDS. [Sabaaneh/Monitor do Oriente Médio]

Questionada sobre o movimento BDS, Thomas-Greenfield respondeu que ela considera as “ações e abordagem” tomadas por seus apoiadores como “inaceitáveis” e advertiu que a campanha “beira” [o antissemitismo]. “É importante o fato de que eles não têm voz na ONU e pretendo trabalhar contra terem.”

Comentando sobre os chamados “Acordos de Abraão”, a aspirante a embaixadora disse estar esperançosa de que os países que reconheceram Israel sob os acordos também verão algumas oportunidades de serem “mais cooperativos” na ONU e “mais solidários” à presença de Israel lá.

Ataques contra a ONU e o movimento BDS eram uma característica comum da administração Trump. A alegação de que a ONU é tendenciosa contra Israel foi uma tática usada com frequência pelo ex-presidente dos Estados Unidos para minar o organismo mundial.

LEIA: Universidades dos EUA aprovam resoluções pró-BDS contra o apartheid de Israel

Em 2018, a embaixadora Nikki Haley retirou os EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU, acusando-os de um “preconceito crônico contra Israel”. O secretário de Estado de Trump, Mike Pompeo, também classificou o movimento BDS como antissemita no que muitos consideraram um ataque à primeira emenda da constituição americana, que garante o direito à liberdade de expressão.

Linda Thomas-Greenfield serviu como secretária de Estado adjunta dos EUA para a África sob o presidente Barack Obama de 2013 a 2017. Ela liderou a política dos EUA na África subsaariana durante um período de turbulência, incluindo o mortal surto de Ebola de 2014 na África Ocidental.

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