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‘Vandalizar a propriedade pública e privada não é liberdade de expressão’, diz Ennahda

Manifestantes tunisianos entram em confronto com policiais enquanto violam o toque de recolher imposto para conter a pandemia do coronavírus, durante um protesto contra as condições de vida e o desemprego no distrito de At-Tadaman na capital Túnis, Tunísia, em 15 de janeiro de 2021. [Yassine Gaidi/Agência Anadolu]
Manifestantes tunisianos entram em confronto com policiais enquanto violam o toque de recolher imposto para conter a pandemia do coronavírus, durante um protesto contra as condições de vida e o desemprego no distrito de At-Tadaman na capital Túnis, Tunísia, em 15 de janeiro de 2021. [Yassine Gaidi/Agência Anadolu]

O movimento Ennahda da Tunísia condenou o vandalismo durante os protestos em andamento em várias regiões do país. O movimento disse que vê o que está acontecendo como um sintoma da deterioração da situação social e econômica.

“Estamos profundamente preocupados com os ataques a propriedades públicas e privadas e com o saque e sabotagem de instalações administrativas e comerciais no país durante duas noites”, disse o Conselho Shura do Ennahda na segunda-feira (18). Insistiu que tal abordagem só fará com que a situação se deteriore ainda mais.

O vandalismo, disse o movimento, é desnecessário. “É uma violação de todas as formas de protesto civil e expressão pacífica garantidas pela lei e pela constituição. Todas as mulheres e homens tunisianos devem se levantar juntos contra todo vandalismo que visa a segurança do país e pouco faz para tranquilizar os cidadãos.”

O exército foi forçado a intervir no fim de semana para proteger instalações vitais enquanto os protestos se transformavam em distúrbios e tumultos. O Ministério do Interior confirmou que mais de 600 manifestantes foram presos.

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