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Assad culpa Estados Unidos por impedir o retorno dos refugiados

Refugiados em campo improvisado entre a Síria e a Jordânia, em 1° de março de 2017 [Khalil Mazraawi/AFP/Getty Images]
Refugiados em campo improvisado entre a Síria e a Jordânia, em 1° de março de 2017 [Khalil Mazraawi/AFP/Getty Images]

Nesta quarta-feira (11), o Presidente da Síria Bashar al-Assad culpou as sanções dos Estados Unidos e a pressão da ONU e países vizinhos pela relutância de mais de cinco milhões de refugiados em retornar à Síria.

Durante a abertura de uma conferência internacional de dois dias, organizada pela Rússia e realizada em Damasco, sobre a questão dos refugiados, Assad afirmou que há “muitos obstáculos, incluindo pressões exercidas sobre os refugiados para que não retornem, além das sanções econômicas ilegítimas e do cerco imposto pelo regime americano e aliados”.

O presidente sírio alegou que as sanções ocidentais sobre seu governo “frustram esforços de reconstrução e melhora da infraestrutura danificada pela guerra.”

Segundo Assad, os refugiados são “pressionados ou intimidados” a permanecer onde estão pelos países anfitriões, conforme estímulos financeiros dos respectivos governos, à medida que “beneficiam-se de assistência internacional.”

“Estamos trabalhando duro pelo retorno de todos os refugiados que queiram voltar e ajudar a reconstruir o país”, destacou o presidente.

A guerra na Síria teve início em 2011, quando o regime de Assad passou a reprimir violentamente protestos pró-democracia por todo o país.

Segundo informações, a conferência foi boicotada pelos Estados Unidos, União Europeia e diversos países vizinhos, onde 5.6 milhões de refugiados sírios residem atualmente.

Abdul-Rahman Mustafa, líder do Governo Interino da Síria, órgão composto por grupos de oposição no país, argumentou que a conferência pretende angariar recursos da comunidade internacional sob pretexto de garantir a reconstrução e o retorno dos refugiados.

Mustafa alegou ainda que Moscou deverá tomar os recursos posteriormente, como forma de compensação pelo apoio concedido ao regime de Assad, ao bombardear cidades sírias.

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