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Atentados contra a vida não podem ser chamados de islâmicos, dizem entidades religiosas

O sheikh Jihad Hammadeh, liderança islâmica no Brasil, manifestou-se em vídeo contra os atentados ocorridos na França e suas repercussões na forma de intolerância, vitimando pessoas inocentes, muçulmanas e não muçulmanas também em outras partes do mundo. Um atentado na quinta-feira colocou fim à vida da brasileira Simone Barreto Silva, e mais três pessoas na França, gerando comoção no mundo, mas também tem sido explorado para incitar o ódio contra muçulmanos.

Presidente do Instituto Cinco Pilares e vice-presidente da União Nacional das Entidades Islamicas, o sheikh diz que “É preciso juntar forças para conscientizar a nossa sociedade, a nossa juventude, os adeptos das religiões para que haja respeito mútuo, haja tolerância. É direito de todos nós discordarmos uns dos outros, mas não é direito de ninguém desrespeitar o outro, agredir o outro, fazer justiça com as próprias mãos.” O sheikh cita o ensinamento do Corão, segundo o qual quem tira uma vida mata toda a humanidade, e quem salva uma vida salva a humanidade.

E alerta, por outro lado, para a distorção de argumentos positivos, com resultados opostos. Ele cita o exemplo de palavras como “liberdade de expressão”, que se referem a um direito e um valor importante na sociedade, e que devem ser usadas para o bem e não para a agressão ou a intolerância. “A violência como estamos assistindo gera mais violência”, ele aponta.

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A Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Frambras) também emitiu uma nota pública manifestando seu repúdio aos ataques na Basílica de Notre Dame em Nice e arredores.

A federação se solidarizou com as vítimas e suas famílias e afirmou que todo ato que atenta contra a vida, cometida por pessoas ou grupos, jamais pode ser chamado de islâmico.

A nota da entidade afirma que a religião islâmica, uma das que mais cresce no mundo, prega a unidade, a humildade, o perdão, a justiça social, o amor fraterno e, especialmente, a preservação da vida e o respeito às diferenças e à liberdade. E faz um alerta: “Não se pode macular a religião por atitudes condenáveis de alguns adeptos”.

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