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Palestina terá de retomar negociações caso Trump seja reeleito, afirma Netanyahu

Primeiro-Ministro de Israel Benjamin Netanyahu em Jerusalém, 13 de setembro de 2020 [Yoav Dudkevitch/AFP/Getty Images]
Primeiro-Ministro de Israel Benjamin Netanyahu em Jerusalém, 13 de setembro de 2020 [Yoav Dudkevitch/AFP/Getty Images]

O Primeiro-Ministro de Israel Benjamin Netanyahu alegou que os palestinos retomarão negociações com Israel caso o atual Presidente dos Estados Unidos Donald Trump seja reeleito em novembro próximo, reportou o jornal Israel Hayom, nesta sexta-feira (18).

Em reunião a portas fechadas, Netanyahu expressou que a assinatura dos acordos de normalização com Bahrein e Emirados Árabes Unidos deixou os palestinos sem alternativa senão a mesa de negociação.

Netanyahu observou que, caso Trump seja reeleito, as conversas com os representantes palestinos serão retomadas com base no “acordo do século”, proposto pelo governo americano, em janeiro.

Na terça-feira (15), durante cerimônia de assinatura dos acordos, na Casa Branca, Netanyahu não fez qualquer referência aos palestinos. De sua parte, Trump sugeriu que Israel tornou-se menos isolado no Oriente Médio do que anteriormente.

LEIA: Seja pago ou de graça, normalizar laços com Israel é trair o povo palestino

Sobre a questão palestina, declarou Trump: “Eles foram longe demais, costumávamos pagá-los US$750 milhões [por ano]”. Trump aproveitou a ocasião para atacar seus antecessores: “Por que pagar tudo isso a eles, enquanto tratam os Estados Unidos com tamanho desrespeito?”

Prosseguiu o presidente e candidato americano: “Nós damos US$750 milhões a eles por ano. Por que ninguém cortou esses pagamentos? Bem, pensávamos ser a coisa certa. Pois bem… Eu cortei os pagamentos!”

Trump também solicitou aos estados do Golfo que cortem o envio de recursos aos palestinos: “Outros países também mandam dinheiro. Estamos falando de países muito ricos. E agora esses países estão todos assinando conosco. Todos estão ao nosso lado – todos eles! [sic]”.

Questionado se tais países seriam Arábia Saudita e Omã, aliados próximos dos Estados Unidos, Trump respondeu: “Sim! Estamos bem avançados com uns cinco países, cinco outros países. Francamente, penso que poderíamos tê-los aqui hoje.”

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