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Novas ações dos Estados Unidos buscam incitar a Arábia Saudita a normalizar laços com Israel

Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita (à esquerda); Jared Kushner, conselheiro e genro de Donald Trump (centro) e sua esposa Ivanka Trump [Press TV]
Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita (à esquerda); Jared Kushner, conselheiro e genro de Donald Trump (centro) e sua esposa Ivanka Trump [Press TV]

Fontes relataram que Jared Kushner, conselheiro sênior e genro do Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, realizará uma turnê por Arábia Saudita, Bahrein e Omã, no início de setembro, a fim de persuadir os líderes do Golfo a normalizar relações com Israel, como fizeram os Emirados Árabes Unidos.

Segundo a rede Axios, fontes árabes e israelenses reportaram que Kushner viajará ao Oriente Médio na primeira semana de setembro, acompanhado por Avi Berkowitz, representante da Casa Branca para negociações internacionais.

A viagem começará em Jerusalém e então prosseguirá aos Emirados Árabes Unidos, com o objetivo de inspecionar a implementação do acordo para normalizar laços entre o estado sionista e a monarquia árabe, mediado pelos Estados Unidos.

Conforme as informações: “Oficiais familiares com a turnê planejada [afirmaram que] Kushner tentará, durante conversas com alguns líderes árabes da região, exortar mais países árabes a seguir o exemplo dos Emirados Árabes Unidos e avançar na plena normalização das relações com Israel.”

LEIA: Trump espera adesão da Arábia Saudita ao acordo Emirados Árabes Unidos-Israel

A delegação americana deverá incluir ainda Robert O’Brien, conselheiro de Segurança Nacional, e Brian Hook, representante especial do Departamento de Estado dos Estados Unidos para o Irã.

Posteriormente, Trump anunciou enxergar a possibilidade da Arábia Saudita estabelecer um acordo similar com Israel. Fontes relataram que Trump deseja realizar uma cerimônia oficial em setembro, em frente à Casa Branca, para assinar o acordo israelo-emiradense.

Em 13 de agosto, Trump anunciou o “acordo de paz” entre Emirados Árabes Unidos e Israel, mediado por Washington.

O governo emiradense alega que o acordo foi um esforço para conter os planos israelenses de anexação ilegal de grandes partes da Cisjordânia ocupada.

Críticos, no entanto, argumentam que as negociações para instituir laços com a entidade sionista ocorrem há anos, ao destacar reiteradas visitas de oficiais israelenses aos Emirados e sua participação em conferências no país do Golfo, que até então não possuía relações diplomáticas com o estado da ocupação.

Não obstante, o Primeiro-Ministro de Israel Benjamin Netanyahu repetiu na última semana que a anexação não está descartada, mas sim postergada, por ora.

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