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Três são refugiados são mortos a tiros na Líbia depois de tentar chegar à Europa

Um grupo de migrantes resgatados pela Guarda Costeira da Líbia depois que um barco afundou na cidade de Al-Khoms, Líbia, em 25 de julho de 2019 [Hazem Turkia/ Agência Anadolu]
Um grupo de migrantes resgatados pela Guarda Costeira da Líbia depois que um barco afundou na cidade de Al-Khoms, Líbia, em 25 de julho de 2019 [Hazem Turkia/ Agência Anadolu]

As autoridades líbias mataram três imigrantes sudaneses que tentavam fugir da detenção na segunda-feira, quando desembarcaram de uma tentativa fracassada de atravessar o Mediterrâneo para a Europa, informou uma agência da ONU.

“Os funcionários da Organização Internacional para as Migrações (OIM) em Khums relataram que as autoridades locais começaram a atirar quando os migrantes tentaram escapar do ponto de desembarque”, disse a OIM em comunicado.

A notícia é da agência Reuters, que não conseguiu entrar imediatamente em contato com o Ministério do Interior da Líbia.

Até 77% dos migrantes enfrentam abuso, exploração e tráfico - Crise de refugiados, Líbia [Hani Abbas / Monitor do Oriente Médio]

Até 77% dos migrantes enfrentam abuso, exploração e tráfico – Crise de refugiados, Líbia [Hani Abbas / Monitor do Oriente Médio]

Os migrantes estavam entre os 70 que desembarcaram de um navio que foi interceptado e levado de volta pela guarda costeira da Líbia, uma das muitas viagens realizadas durante o verão.

A Líbia devastada pela guerra é uma rota importante para os migrantes que procuram chegar à Europa e agora tem cerca de 654.000 deles, muitas vezes vivendo em condições apertadas e com pouco acesso a cuidados de saúde.

LEIA: ACNUR alerta para risco de morte de milhares de migrantes na Líbia

Nos últimos meses, centenas de migrantes foram parados no mar e seus navios enviados de volta para a Líbia, apesar do risco de violência no local.

Tanto a OIM como a agência de refugiados da ONU, ACNUR, disseram que a Líbia não deve ser classificada como um porto seguro para os migrantes e que eles não devem ser obrigados a desembarcar lá. A agências querem um esquema alternativo para levar as pessoas resgatadas ou interceptadas no mar para portos seguros.

O chefe da OIM na Líbia, Federico Soda, disse que 31 dos 70 migrantes que desembarcaram foram levados para detenção e outros teriam escapado. Dois migrantes morreram no local do incidente e um terceiro a caminho do hospital.

“O uso de violência excessiva resulta mais uma vez na perda de vidas sem sentido, em meio a uma falta de ação para mudar um sistema que geralmente falha em fornecer qualquer grau de proteção”, disse Soda em comunicado.

Em maio, 30 imigrantes de Bangladesh foram sequestrados na Líbia e mortos a tiros em uma cidade do sul por um grupo armado.

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