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Palestina pede a Israel que restrinja viagens à Cisjordânia devido ao novo pico de covid-19

Palestinos aguardam perto da Mesquita Abraâmica (Túmulo dos Patriarcas), na cidade de Hebron, considerada ponto crítico na Cisjordânia ocupada, na manhã de 26 de maio de 2020 [Hazem Bader/AFP/Getty Images]
Palestinos aguardam perto da Mesquita Abraâmica (Túmulo dos Patriarcas), na cidade de Hebron, considerada ponto crítico na Cisjordânia ocupada, na manhã de 26 de maio de 2020 [Hazem Bader/AFP/Getty Images]

O Primeiro-Ministro da Autoridade Palestina (AP) Mohammed Shtayyeh exortou Israel a fechar todas as travessias para a Cisjordânia ocupada, a fim de conter a propagação do coronavírus.

O pedido ocorre diante de novo surto de infecções nos territórios palestinos, registrado nos últimos dias, segundo informações da agência de notícias Wafa.

Shtayyeh declarou que a falta de controle palestino sobre suas próprias fronteiras, controladas pela ocupação israelense, conforme prerrogativas “racistas”, obstrui efetivamente os esforços palestinos para combater o covid-19 e representa, portanto, a principal razão para o aumento no número de caso.

“Enviaremos um pedido à Organização de Supervisão da Trégua das Nações Unidas (UNTSO) para monitorar a situação nas fronteiras de 1967”, reiterou Shtayyeh durante encontro semanal do gabinete de governo da Autoridade Palestina, em Ramallah.

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A Ministra da Saúde da AP Mai Al-Kaileh confirmou 64 novos casos de covid-19 na manhã de hoje (6). O total de infecções nos territórios palestinos ocupados aumentou para 4.786 casos.

Dentre os 4.786 casos, 4.339 pacientes foram diagnosticados na Cisjordânia ocupada, 72 em Gaza e 447 em Jerusalém Oriental.

A ministra revelou ainda que 82% dos novos casos de coronavírus resultaram de aglomerações em casamentos ou funerais; 18% são oriundos de palestinos que viajam a Israel a trabalho ou com outros propósitos.

Além disso, o Presidente da AP Mahmoud Abbas estendeu ontem (5) o estado de emergência por 30 dias, o que permite aos oficiais palestinos impor restrições complementares diante da doença, incluindo novos períodos de lockdown, proibição do fluxo de pessoas entre cidades e emprego de forças de segurança.

Israel atualmente registra em torno de 1.000 casos novos por dia, índice mais alto que o pico da primeira onda de covid-19, registrado anteriormente. O governo hoje aprovou uma série de novas restrições, em vigor imediatamente, incluindo fechamento de clubes, bares, espetáculos culturais e academias. O acesso às sinagogas será limitado a 19 pessoas.

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