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Arábia Saudita avança em projeto de US$ 20 bilhões apesar de crise econômica

Torre do Reino em Riad, Arábia Saudita [foto de arquivo]
Torre do Reino em Riad, Arábia Saudita [foto de arquivo]

A Arábia Saudita decidiu avançar com seu projeto de turismo e cultura na capital Riad, no valor de US$ 20 bilhões, apesar da crescente crise financeira do reino. Segundo Jerry Inzerillo, CEO da Autoridade de Desenvolvimento do Portal de Diriyah, o projeto recebeu ordens do príncipe herdeiro e governante de fato Mohammad Bin Salman para “avançar a pleno vapor”.

“Não sabemos o impacto econômico do covid-19 para um período de doze, 24 ou 36 meses”, relatou Inzerillo, “mas posso dizer algo que sei, a partir de Sua Majestade [sic], o príncipe herdeiro: nada disso afetará o planejamento da cidade de Riad.”

Aprovada por Bin Salman, com recursos reservados para as obras, muitas partes majoritárias do projeto já estão em curso. A primeira fase está prevista para ser concluída no fim de 2023.

O efeito da pandemia de coronavírus – junto da concomitante guerra nos preços de petróleo – sobre a economia da Arábia Saudita, porém, levou a especulações sobre a sustentabilidade do projeto. As reservas estrangeiras sauditas caíram justamente em torno de US$ 20 bilhões somente em abril; o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que as economias da região do Golfo devem despencar mais de 7% neste ano.

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Para reagir ao declínio econômico, a Arábia Saudita decidiu suspender medidas nacionais de lockdown no último mês e incentivar a indústria do turismo, para torná-la pilar fundamental da recuperação financeira. Anunciou, por exemplo, o lançamento de um fundo de desenvolvimento do turismo no valor de US$ 4 bilhões, além do lançamento de plano intitulado “Verão Saudita”.

Preocupações sobre a economia e o impacto da pandemia dividiram investimentos públicos e privados em tais projetos. De acordo com Inzerillo, há empresas estrangeiras de turismo que “precisam [de prazo] até o outono para analisar a queda no quadro do turismo global”.

Embora a aplicação de capital seja incerta, investidores locais demonstraram interesse nos projetos, prosseguiu Inzerillo, com apoio de “empreendedores sauditas de destaque, da família real, entre outros”.

Esta suposta voluntariedade aparentemente deu esperanças aos planos do reino para o setor de turismo. “Estou mais otimista agora do que estava há dezoito meses atrás”, alegou Inzerillo. “As viagens voltarão a ter alta. Sabe por quê? Porque o público não quer sentir-se confinado.”

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