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Premiê do Líbano acusa adversários por distúrbios após três dias de protestos

Manifestantes montam barricada e fecham estradas durante manifestação contra a severa crise econômica e cambial do Líbano, devido ao coronavírus (covid-19) e à ineficácia do governo, na Praça Riad al Sohl, na capital Beirute, em 12 de junho de 2020 [Hussam Shbaro/Agência Anadolu]
Manifestantes montam barricada e fecham estradas durante manifestação contra a severa crise econômica e cambial do Líbano, devido ao coronavírus (covid-19) e à ineficácia do governo, na Praça Riad al Sohl, na capital Beirute, em 12 de junho de 2020 [Hussam Shbaro/Agência Anadolu]

Neste sábado (13), o Primeiro-Ministro do Líbano Hassan Diab acusou seus adversários de aprofundar a crise cambial e incitar distúrbios, à medida que o país entra em seu terceiro dia de protestos populares, motivados pela queda vertiginosa da libra libanesa. As informações são da agência Reuters.

Manifestações eclodiram na quinta-feira (11), após novo recorde de desvalorização da moeda nacional, na última semana. A indignação tomou as ruas do país devido à inaptidão do governo em conter a crise econômica, que devastou o padrão de vida dos cidadãos libaneses.

A libra perdeu cerca de 70% de seu valor desde outubro, quando o país atolado em débito voltou a mergulhar em nova crise que elevou preços, destruiu vagas de emprego e congelou poupanças em dólar, bastante comuns aos cidadãos do país.

A moeda atingiu a proporção de 5.000 libras para cada dólar. Entretanto, pareceu reverter sua queda na sexta-feira (12) após o governo anunciar que o banco central deveria injetar dólares no mercado, a partir de segunda-feira (15).

Em discurso televisionado no sábado (13), Diab alegou que seus oponentes políticos buscam obstruir esforços do governo para investigar corrupção, após demandas nacionais da última onda de protestos.

“Alguns tentam explorar a situação novamente… Espalharam mentiras e rumores, contribuíram para aprofundar a crise da libra libanesa, causaram uma crise majoritária e levaram o povo de volta às ruas”, declarou Diab.

O premiê, que assumiu o cargo em janeiro último, com apoio do poderoso partido Hezbollah, ligado ao Irã, não identificou os oponentes em questão.

Manifestantes voltaram às ruas em todo o Líbano no sábado, em particular, nas cidades de Beirute, Trípoli (norte) e Sidon (sul), expressando indignação sobre a mais recente deterioração das condições de vida no país; muitos reivindicaram a renúncia do atual governo.

Os novos distúrbios podem dificultar a negociação em curso entre Líbano e o Fundo Monetário Internacional (FMI), em torno de um programa de reformas que pretende assegurar bilhões em investimentos e dar início a um processo de recuperação econômica.

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