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Palestina rejeita auxílio emiradense via Israel, como tentativa de normalizar relações

Avião da companhia aérea Emirates, em 5 de janeiro de 2018 [Ali Atmaca/Agência Anadolu]

O governo palestino recusou auxílio médico transportado dos Emirados Árabes Unidos (EAU) via Israel, ao denunciar o caso como tentativa de normalização das relações entre a ocupação e os estados árabes.

O voo, franqueado pela Organização das Nações Unidas (ONU), transportava suprimentos para combate ao coronavírus, fretado pela companhia aérea Etihad, em voo direto do território emiradense a Tel Aviv, medida bastante controversa.

Os Emirados Árabes Unidos não possuem laços diplomáticos com Israel; porém, compartilham preocupações sobre a influência do Irã na região, o que levou a uma aproximação discreta entre o estado sionista e os países árabes, nos anos recentes.

LEIA: Arábia Saudita e EAU promovem laços com Israel às custas dos palestinos, denunciam houthis

“As autoridades emiradenses não coordenaram com o Estado da Palestina ao enviar o auxílio”, reportaram fontes do governo palestino. “O povo palestino recusa-se a servir de ponte [para países árabes] normalizarem laços com Israel.”

Os oficiais ainda reafirmaram que qualquer assistência enviada à Palestina ocupada deve ser coordenada primeiro com a Autoridade Palestina. “Enviá-las diretamente a Israel constitui cobertura à normalização”.

Em mensagem compartilhada ontem (20) no Twitter, o Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, condenou duramente o voo comercial entre Emirados Árabes Unidos e Israel como “traição” à causa palestina.

Escreveu: “Hoje, alguns estados do Golfo Persa cometeram a maior traição contra sua própria história e a história do mundo árabe. Traíram a Palestina ao apoiar Israel. Os povos dessas nações suportarão a traição de seus líderes?”

LEIA: Uma nova campanha de normalização

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