O ministro das Finanças israelense de extrema direita, Bezalel Smotrich, anunciou nesta quarta-feira planos para construir 1.000 novas unidades habitacionais em assentamentos no norte da Cisjordânia ocupada, um dia depois de 12 países ocidentais declararem que pretendem impor restrições comerciais a produtos provenientes de assentamentos israelenses ilegais, informa a Anadolu.
Smotrich afirmou na rede social americana X que 1.665 dunams (411,5 acres) foram acrescentados aos assentamentos de Kida e Havat, permitindo a construção de 1.000 novas unidades habitacionais.
O líder do partido Sionismo Religioso descreveu a medida como “mais um passo histórico na revolução dos assentamentos”.
Israel ocupa a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, desde 1967. A comunidade internacional considera ilegais, segundo o direito internacional, os assentamentos israelenses construídos em território palestino ocupado, posição rejeitada por Tel Aviv.
“Depois de mais de 25 anos, os assentamentos de Kida e Havat finalmente chegaram ao momento em que o governo está avançando com os procedimentos para legalizar seu status”, afirmou Smotrich.
Kida e Havat foram estabelecidos em 2003 e 2001, respectivamente. O governo israelense decidiu transformá-los em assentamentos reconhecidos em dezembro e março, respectivamente.
O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu destacou que, desde que assumiu o cargo no final de 2022, aprovou a criação de 104 novos assentamentos e estabeleceu 160 postos avançados agrícolas de assentamentos na Cisjordânia ocupada.
Cerca de 750 mil colonos israelenses vivem em 156 assentamentos e 360 postos avançados em toda a Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental ocupada, segundo dados palestinos.
Na terça-feira, Reino Unido, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha e Suécia anunciaram planos para impor restrições comerciais a produtos originários dos assentamentos israelenses.







