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Tribunal militar israelense condena jornalista palestino a 4 anos por ‘incitação’

10 de setembro de 2026, às 06h29

Coletes de imprensa estão sobre uma mesa do lado de fora do Complexo Médico Nasser, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. [Abdallah F.s. Alattar – Anadolu Agency]

Um tribunal militar israelense condenou na terça-feira o jornalista palestino Mahmoud Fatafta a quatro anos de prisão sob acusações de suposta “incitação”, informou o Sindicato dos Jornalistas Palestinos.

O sindicato condenou a sentença em um comunicado, classificando-a como “um novo capítulo na perseguição aos jornalistas palestinos e uma tentativa sistemática de silenciar vozes e suprimir a liberdade de opinião e expressão”.

O Exército israelense prendeu Fatafta em 30 de maio de 2024, quando ele passava pelo posto de controle de Container, a nordeste de Belém, no sul da Cisjordânia ocupada.

O sindicato afirmou que processar jornalistas em tribunais militares israelenses por seu trabalho jornalístico ou pela expressão de suas opiniões constitui “uma flagrante violação do direito internacional e do direito internacional humanitário”. Segundo a entidade, o sistema de justiça militar vem sendo utilizado para punir e intimidar jornalistas e impedi-los de exercer suas funções profissionais.

Acrescentou que a sentença contra Fatafta faz parte de uma política israelense contínua de perseguir, prender e processar jornalistas palestinos, em uma tentativa de “ocultar a narrativa palestina e silenciar as vozes que relatam a verdade sobre o que está acontecendo no terreno”.

O sindicato afirmou que as acusações de “incitação” se tornaram um pretexto amplo utilizado pelas autoridades israelenses para perseguir jornalistas, ativistas e pessoas que expressam suas opiniões, em violação ao direito à liberdade de expressão e ao exercício do trabalho jornalístico.