O endividamento dos americanos deveria ser explorado para obrigá-los a lutar em guerras contra os inimigos de Israel, argumentou um comentarista do Jerusalem Post, propondo que jovens americanos endividados recebam o perdão integral de suas dívidas em troca do serviço militar.
Em um artigo publicado no jornal israelense, o analista de segurança AJ Jaff defendeu um “programa federal de alistamento com perdão de dívidas” que eliminaria empréstimos estudantis, dívidas de cartões de crédito e outras dívidas de americanos após 24 ou 36 meses de serviço militar, afirmando que a medida “produziria alistamentos voluntários em grande escala”.
Jaff, descrito pelo jornal como “um estrategista e analista sênior de segurança estratégica, com 20 anos de experiência em segurança corporativa, área militar e inteligência geopolítica”, escreveu que “a guerra contra o Irã não será vencida por meio de ataques aéreos” e que uma invasão terrestre exigiria entre 750 mil e 1,5 milhão de militares americanos, diante de um Exército dos EUA atualmente composto por 452 mil militares na ativa.
O artigo propôs o alívio das dívidas como forma de preencher essa lacuna. “A situação econômica dos americanos de 20 e poucos e 30 e poucos anos endividados faz disso o mecanismo de conversão mais eficiente disponível”, afirmou Jaff, explicando que “os Estados geram os soldados de que precisam por meio dos incentivos que funcionam sobre a população que possuem”.
A proposta foi condenada como uma confirmação de que Israel espera que americanos lutem e morram em guerras travadas em seu nome. O Mises Institute, um centro de estudos norte-americano, afirmou que o artigo equivale a um apelo para que mais americanos “se alistem — para morrer por Israel”, acrescentando: “O objetivo de tudo isso é subsidiar ainda mais o Estado de Israel.”
Usuários nas redes sociais descreveram a proposta como uma tentativa de “explorar a dívida incapacitante que os jovens americanos carregam, oferecendo-lhes uma chance de obter o perdão de suas dívidas caso estejam dispostos a morrer por Israel no Golfo Pérsico”.







