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A destruição da infraestrutura israelense no sul do Líbano pode preceder uma invasão terrestre, alerta o presidente libanês.

23 de março de 2026, às 07h26

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, é fotografado durante uma reunião com seu homólogo cipriota, Nikos Christodoulides, no palácio presidencial em Nicósia, durante sua primeira visita oficial à ilha do Mediterrâneo Oriental, em 9 de julho de 2025. [PETROS KARADJIAS/POOL/AFP via Getty Images]

A destruição de infraestrutura e instalações vitais por Israel no sul do Líbano pode preceder uma invasão terrestre do exército israelense, alertou o presidente libanês neste domingo, segundo a agência Anadolu.

Condenando os ataques, Joseph Aoun afirmou que eles “constituem uma escalada perigosa e uma violação flagrante da soberania libanesa, sendo um prelúdio para uma invasão terrestre, contra a qual o Líbano já alertou repetidamente por meio de canais diplomáticos”.

Essas ações constituem punição coletiva e violam o direito internacional, enfatizou ele, de acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano.

Atacar as pontes sobre o rio Litani visa isolar o sul do Líbano, dificultar a ajuda humanitária e avançar nos planos para consolidar a ocupação israelense, declarou Aoun.

O presidente expressou o apelo do Líbano à comunidade internacional, notadamente à ONU e aos membros do Conselho de Segurança da ONU, para que ajam imediatamente a fim de impedir os ataques israelenses.

“O silêncio ou a inação contínuos encorajam novas violações e minam a credibilidade da comunidade internacional”, acrescentou.

As hostilidades na região se intensificaram desde que Israel e os EUA lançaram ataques conjuntos contra o Irã em 28 de fevereiro. Teerã retaliou com ataques de drones e mísseis contra Israel, Jordânia, Iraque e países do Golfo que abrigam instalações militares americanas.

O alcance da escalada em curso se expandiu para o Líbano a partir de 2 de março, com o grupo libanês Hezbollah e Israel trocando tiros frequentemente.