Um ministro britânico rejeitou na segunda-feira as alegações israelenses de que o Irã poderia atacar Londres, afirmando que “não há nenhuma avaliação que sustente” essa sugestão, segundo a Anadolu.
Não há “nenhuma avaliação específica de que Teerã esteja visando o Reino Unido ou mesmo que pudesse fazê-lo se quisesse”, disse o Secretário de Habitação, Steve Reed, à BBC, depois que o exército israelense afirmou no sábado que o Irã possuía armas com alcance de até 4.000 km (2.485 milhas).
Suas declarações surgiram após relatos de que o Irã atacou a base militar conjunta EUA-Reino Unido nas Ilhas Chagos, no Oceano Índico, a cerca de 3.800 km (2.361 milhas) do Irã.
Enquanto isso, ele se recusou a dizer a que distância os mísseis chegaram do território britânico, mencionando que não poderia compartilhar “detalhes operacionais”.
“Somos perfeitamente capazes de proteger este país e mantê-lo seguro, seja aqui em casa, seja em relação aos nossos ativos e cidadãos em toda a região”, acrescentou.
A escalada regional continuou desde que os EUA e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã em 28 de fevereiro, que já matou mais de 1.300 pessoas, incluindo o então Líder Supremo Ali Khamenei.
O Irã retaliou com ataques de drones e mísseis contra Israel, além da Jordânia, Iraque e países do Golfo que abrigam “ativos militares dos EUA”, causando vítimas e danos à infraestrutura, além de perturbar os mercados globais e a aviação.







