Os protestos na Albânia se intensificaram em outubro, com milhares de pessoas nas ruas da capital, Tirana, exigindo a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama. Os manifestantes denunciam corrupção, problemas no sistema educacional, aumento do custo de vida e falta de oportunidades de emprego. No sábado, 24 de outubro, os confrontos entre manifestantes e forças de segurança levaram a polícia a utilizar gás lacrimogêneo, jatos de água e balas de borracha para dispersar a multidão.
A crise também ganhou dimensão internacional devido à controvérsia em torno de um projeto de resort de luxo na ilha de Sazan, na costa albanesa, associado a Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e marido de Ivanka Trump. O empreendimento enfrenta críticas de ambientalistas e setores da sociedade civil pelos possíveis impactos sobre áreas naturais protegidas e por questionamentos relacionados à transparência e aos interesses econômicos envolvidos. A participação de Kushner no projeto ampliou o debate sobre a influência de investidores estrangeiros nas decisões do governo albanês.
Paralelamente, notícias e publicações nas redes sociais passaram a relacionar os acontecimentos a Israel, com alegações sobre voos provenientes do país, envio de equipamentos de segurança e possível envolvimento israelense na resposta às manifestações. Também circularam informações sobre supostos planos envolvendo território albanês e o reassentamento de palestinos. A repercussão dessas notícias ampliou as discussões sobre os vínculos políticos e econômicos entre Israel, os Estados Unidos e a Albânia, em meio à crescente pressão popular contra o governo de Edi Rama.







