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Mais de 6 mil amputações em Gaza em meio à falta de próteses

28 de agosto de 2026, às 07h57

Crianças amputadas de Gaza.

Mais de 6 mil amputações foram registradas na Faixa de Gaza desde o início da guerra, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. A escassez de equipamentos e materiais médicos tem dificultado o fornecimento de próteses e os serviços de reabilitação.

Husni Muhanna, responsável pela comunicação e relações públicas do Centro de Próteses e Paralisia de Gaza, afirmou que as crianças representam cerca de 25% das pessoas atendidas pela instituição.

Segundo ele, o tratamento de crianças amputadas apresenta desafios específicos, pois elas precisam de próteses especializadas e de acompanhamento constante, já que os dispositivos precisam ser adaptados à medida que crescem.

Muhanna afirmou que as restrições à entrada de materiais médicos e técnicos limitaram significativamente a capacidade do centro de atender ao número crescente de pacientes. A instituição enfrenta uma grave escassez de equipamentos e materiais necessários para produzir membros artificiais, incluindo o gesso utilizado em etapas essenciais da fabricação das próteses.

Dados separados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 2.277 pessoas amputadas em Gaza foram avaliadas entre setembro de 2024 e maio de 2026. Segundo a OMS, 18% eram crianças e 76% das amputações registradas envolviam membros inferiores.

O número de mais de 6 mil amputações divulgado pelo Ministério da Saúde de Gaza abrange uma população mais ampla do que a avaliada pela OMS e, portanto, os dois dados não são diretamente conflitantes.

A guerra deixou um grande número de palestinos com ferimentos graves e deficiências permanentes, enquanto os danos a hospitais e outras instalações de saúde interromperam severamente os serviços de reabilitação e fornecimento de próteses.

Autoridades de saúde palestinas e organizações humanitárias alertam repetidamente que a falta de equipamentos médicos, materiais de reabilitação e outros itens essenciais está limitando o tratamento de pessoas que vivem com ferimentos e deficiências de longo prazo em Gaza.