Uma comandante sênior das Unidades de Proteção das Mulheres Curdas (YPJ), Nowruz Ahmed, afirmou que as combatentes da unidade foram informadas, durante uma reunião com o presidente sírio Ahmed al-Sharaa em Damasco na semana passada, de que “não há lugar para elas no Exército”.
Ahmed disse à Reuters que “as negociações mudaram para a busca de um caminho alternativo dentro do Ministério do Interior”.
Ela afirmou que a YPJ havia buscado ingressar no Exército porque suas combatentes possuem experiência e capacidade militares, o que permitiria que servissem em uma força organizada capaz de se defender.
Ela acrescentou que estão em andamento contatos com o Ministério do Interior para chegar a uma fórmula que garanta que a força permaneça dentro de uma estrutura institucional, mantendo ao mesmo tempo uma formação de combate organizada e adequada às suas tarefas e às capacidades de suas integrantes.
Ahmed disse que a YPJ propôs integrar as forças de operações especiais do Ministério do Interior, já que seu papel estaria mais próximo das habilidades e capacidades das combatentes da unidade.
Segundo Ahmed, a força conta com mais de 1.500 combatentes mulheres. Ela afirmou que a YPJ aguarda uma resposta do Ministério do Interior sobre a integração de toda a força à nova formação.
As negociações fazem parte de discussões em andamento sobre os mecanismos para integrar as formações militares e de segurança existentes às instituições estatais e determinar os arranjos legais e organizacionais adequados para incorporar seus integrantes.







