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Tribunal israelense absolve colono que atacou freira francesa alegando doença mental

27 de agosto de 2026, às 08h55

Colonos israelenses invadem a Cidade Velha de Hebron sob a proteção das forças de segurança israelenses, no sul da Cisjordânia ocupada, Palestina, em 9 de maio de 2026. [Mamoun Wazwaz – Anadolu Agency]

Um tribunal israelense absolveu nesta quarta-feira um colono que foi filmado atacando uma freira francesa em Jerusalém, após aceitar um laudo médico que apontou que ele estava em estado psicótico no momento do ataque e não poderia ser responsabilizado criminalmente por suas ações.

A emissora pública israelense KAN informou que o Tribunal de Magistrados de Jerusalém absolveu Yona Schreiber, de 36 anos, após aceitar a avaliação de um psiquiatra que afirmou que ele estava em um “estado psicótico no momento do ataque”.

O tribunal determinou que Schreiber fosse internado em um hospital psiquiátrico para tratamento, reconhecendo que ele havia cometido os atos descritos na acusação, mas concluindo que não era criminalmente responsável por eles devido ao seu estado mental na ocasião.

Em 7 de maio, a promotoria israelense havia apresentado uma acusação contra Schreiber pelo ataque, ocorrido em 28 de abril, contra uma freira cristã francesa em Jerusalém.

Segundo a acusação, Schreiber viu a freira usando seu hábito religioso, a seguiu e a empurrou violentamente ao chão. Em seguida, voltou e a chutou enquanto ela estava caída. Ele também socou e chutou um transeunte que tentou intervir para impedir o ataque.

A promotoria o acusou de agressão que causou lesão corporal motivada por hostilidade contra um grupo religioso, além de agressão comum.

Imagens de vídeo registraram o ataque, que provocou condenação oficial da França e pedidos para que o agressor fosse responsabilizado.

O Consulado-Geral da França em Jerusalém condenou fortemente o ataque e pediu que o agressor fosse levado à Justiça.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou em 2 de maio que havia conversado com a freira, manifestado seu apoio e desejado sua rápida recuperação, acrescentando que o responsável pelo ataque “deve receber uma punição dissuasiva”.