As Nações Unidas afirmam que o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz caiu 95,3% desde a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, afirmou em uma coletiva de imprensa diária na terça-feira que dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) mostram que o movimento de embarcações pelo estreito caiu 95,3% desde o início da guerra em 28 de fevereiro.
Dujarric acrescentou que as restrições na hidrovia aumentaram os preços dos alimentos básicos em 6%, enquanto os preços do petróleo bruto na Europa subiram 53%.
Na segunda-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que as interrupções no estreito poderiam desencadear uma crise alimentar global. Ele fez um apelo direto a todas as partes, pedindo que o estreito “permaneça aberto e permita que a economia global respire”.
“Apelo às partes: abram o estreito, deixem os navios passar, sem pedágios, sem discriminação, deixem o comércio ser retomado, deixem a economia global respirar”, disse Guterres.
Em um debate de alto nível no Conselho de Segurança sobre segurança marítima, Guterres afirmou que a interrupção da navegação no Estreito de Ormuz desde o início de março prejudicou os mercados de energia, as cadeias de abastecimento alimentar e o comércio global.
Ele descreveu a situação como a pior interrupção nas cadeias de abastecimento desde a pandemia de COVID-19 e a guerra na Ucrânia.






