A ex-secretária adjunta de Estado dos EUA, Wendy Sherman, acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza e afirmou que os Estados Unidos são cúmplices do ocorrido.
Em entrevista à Bloomberg, Sherman disse que as políticas adotadas pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, levaram ao genocídio em Gaza e contribuíram para a instabilidade generalizada no Oriente Médio.
Ela acrescentou que a política dos EUA está intimamente ligada à sua relação com Israel e argumentou que essa relação precisa ser reavaliada.
As declarações de Sherman têm peso, considerando seu papel em governos americanos anteriores, e surgem em meio a crescentes críticas ao apoio militar e político de Washington a Israel, especialmente em vista da escala de destruição e das baixas civis em Gaza.
De acordo com dados das autoridades de saúde de Gaza, 817 palestinos foram mortos e 2.296 ficaram feridos em atos descritos como violações israelenses do acordo de cessar-fogo desde sua entrada em vigor.
Os comentários surgem em um momento em que crescem os apelos internacionais para que a política dos EUA em relação a Israel seja revista e para que o apoio contínuo seja condicionado ao cumprimento do direito internacional.







