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Ex-secretária de Estado dos EUA acusa Israel de genocídio em Gaza e afirma que Washington é cúmplice

29 de abril de 2026, às 09h24

Parentes da família al-Tanani lamentam durante uma cerimônia fúnebre no Hospital Shifa a morte de uma mãe grávida de gêmeos e seus dois filhos, que foram mortos em um ataque aéreo israelense contra sua casa em Beit Lahiya, apesar do cessar-fogo em vigor, na Cidade de Gaza, Palestina, em 25 de abril de 2026. [Anas Zeyad Fteha – Agência Anadolu]

A ex-secretária adjunta de Estado dos EUA, Wendy Sherman, acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza e afirmou que os Estados Unidos são cúmplices do ocorrido.

Em entrevista à Bloomberg, Sherman disse que as políticas adotadas pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, levaram ao genocídio em Gaza e contribuíram para a instabilidade generalizada no Oriente Médio.

Ela acrescentou que a política dos EUA está intimamente ligada à sua relação com Israel e argumentou que essa relação precisa ser reavaliada.

As declarações de Sherman têm peso, considerando seu papel em governos americanos anteriores, e surgem em meio a crescentes críticas ao apoio militar e político de Washington a Israel, especialmente em vista da escala de destruição e das baixas civis em Gaza.

De acordo com dados das autoridades de saúde de Gaza, 817 palestinos foram mortos e 2.296 ficaram feridos em atos descritos como violações israelenses do acordo de cessar-fogo desde sua entrada em vigor.

Os comentários surgem em um momento em que crescem os apelos internacionais para que a política dos EUA em relação a Israel seja revista e para que o apoio contínuo seja condicionado ao cumprimento do direito internacional.