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Ataques de Israel minam serviços de saúde no Líbano, alerta OMS

29 de março de 2026, às 00h02

Funeral aos trabalhadores de saúde Ali Jaber e Joud Sulelman, mortos por um ataque israelense a Haruf, no sul do Líbano, em 25 de março de 2026 [Murat Sengül/Agência Anadolu]

Os ataques em curso de Israel contra o Líbano arriscam o colapso dos serviços de saúde no país, advertiu a Organização Mundial da Saúde (OMS), em seu relatório de emergência sobre a matéria, segundo informações da agência de notícias Anadolu.

Desde a retomada em escala da agressão israelense ao Líbano, em 2 de março, acesso a saúde deteriorou-se, corroborou o dossiê, ao identificar 64 ataques diretos e ao menos 53 mortos e 91 feridos entre profissionais do setor.

Nove hospitais foram danificados, cinquenta clínicas de saúde primária fechadas. Cinco hospitais deixaram de operar por conta da ofensiva: Bahman, Al-Sahel, Bint Jbeil, Mays al-Jabal e Al-Burj.

Na noite de sexta-feira (27), o Ministério da Saúde libanês confirmou que as baixas sob os ataques de Israel chegaram a 1.142 mortos e 3.315 feridos.

Israel deflagrou novos ataques aéreos uma ofensiva por terra ao sul do Líbano no começo de março, em paralelo a uma agressão, coordenada com os Estados Unidos, contra o Irã. Tel Aviv alega buscar conter o Hezbollah libanês, alinhado a Teerã.

No Irã, ao menos 1.340 pessoas foram mortas pela campanha israelo-americana, desde 28 de fevereiro, incluindo o Supremo Líder Ali Khamenei.

Teerã reagiu com uma onda sem precedentes de ataques a mísseis e drones contra ativos americanos, incluindo Israel, Jordânia, Iraque e Golfo, para além de embargo estratégico da rota comercial do estreito de Hormuz.