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Copa do Mundo é alvo de difamação sem precedentes, insiste emir catariano

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Emir do Catar Tamim Bin Hamad al-Thani [Conselho do Emirado Catariano/Agência Anadolu]

O Emir do Catar Tamim Bin Hamad al-Thani voltou a afirmar que seu país foi submetido a uma campanha de difamação sem precedentes desde que venceu a candidatura para sediar a Copa do Mundo FIFA de 2022.

Trata-se da primeira vez que o consagrado torneio de futebol é realizado em um país árabe, no Oriente Médio.

A declaração do governante catariano ocorreu durante a abertura da 51ª sessão ordinária do Conselho de Shura – câmara alta do parlamento. Para al-Thani, nesta conjuntura, o país vive um “período de apreensão generalizada para preparar e sediar o evento histórico, que constitui um dos mais importantes projetos do desenvolvimento nacional”.

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A Copa do Mundo no Catar e seus problemas [Sabaaneh/Monitor do Oriente Médio]

Al-Thani comentou uma série de questões locais e internacionais e expressou a posição de seu regime em favor da suposta onda desenvolvimentista na região.

Segundo o emir catariano, nenhuma outra sede da Copa do Mundo sofreu tamanha campanha de difamação. A princípio, acrescentou, seu governo respondeu em boa fé e mesmo considerou parte das críticas como construtivas e úteis.

“Contudo, logo ficou claro que a campanha prosseguiria, se expandiria e abarcaria a fabricação de padrões duplos, até chegar a um ponto de ferocidade que nos levou a questionar, de forma lamentável, quais as verdadeiras razões para tanto”, insistiu al-Thani.

O governante catariano destacou que a organização do evento representa um teste ao estado. “Sediar a Copa do Mundo requer a combinação de componentes de credibilidade e capacidade para projetar uma influência construtiva, aceitar os desafios e integrá-los aos projetos e planos de desenvolvimento nacional”.

“Em suma, é uma oportunidade para mostrarmos quem somos, não apenas em termos de força de nossa economia e nossas instituições, mas também de identidade cultural”, reafirmou.

Em âmbito doméstico, al-Thani insistiu que a economia do Catar voltou a crescer em 2022, após uma queda no período da pandemia de covid-19, desde 2020. Dados preliminares indicam um crescimento no produto interno bruto (PIB) de 4.3% no primeiro semestre deste ano.

O governante elucidou também que o aumento nos preços de insumos energéticos converteu o déficit orçamentário previsto em janeiro em superávit de cerca de 47.3 bilhões de riyals (US$13 bilhões), no decorrer do primeiro semestre de 2022.

LEIA: Arábia Saudita, Grécia e Egito querem sediar Copa do Mundo, ativistas contestam

Neste contexto de avanços autodeclarados, segundo al-Thani, o Catar tornou-se o primeiro país do mundo a ter todas as suas cidades creditadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “cidades saudáveis”.

A Copa do Mundo FIFA no Catar será realizada entre 20 de novembro e 18 de dezembro. Apesar da negativa persistente do estado-sede, a preparação do evento foi marcada por denúncias de corrupção e violação de direitos humanos e trabalhistas.

O evento anterior, sediado na Rússia, também foi submetido a críticas semelhantes.

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