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Moscou ordena que Agência Judaica suspenda operações na Rússia

Ministra da Imigração e Integração de Israel Pnina Tamano-Shata em Jerusalém ocupada, 14 de março de 2022 [Jack Guez/AFP/Getty Images]

O Kremlin ordenou que a Agência Judaica suspenda suas operações na Rússia, reportou na terça-feira (5) o jornal The Jerusalem Post, no que parece uma resposta à posição de Israel sobre a invasão militar da Ucrânia.

O Ministério da Justiça da Rússia emitiu uma carta com as novas diretrizes no início da semana e representantes da Agência Judaica confirmaram o recebimento.

“Como parte do trabalho da Agência Judaica na Rússia, temos eventualmente de realizar ajustes, como requerido pelas autoridades”, reafirmou a entidade sionista à reportagem.

“Contatos com as autoridades continuarão a ocorrer, com intuito de manter nossas atividades conforme as normas dos órgãos competentes. Mesmo agora, persiste o diálogo”, acrescentou.

Um diplomata sênior do estado israelense reafirmou ao Jerusalem Post: “Moscou afirma que a Agência Judaica coletou informações sobre cidadãos russos de maneira ilegal … Trataremos da matéria de forma organizada”.

Em resposta, a Ministra de Imigração e Integração de Israel Pnina Tamano-Shata declarou: “A Agência Judaica é o braço fundamental do governo e de nosso ministério para auxiliar a vinda de judeus de todo o mundo ao Estado de Israel”.

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“Devemos asseverar que o escopo de suas operações seja preservado como é feito há anos”, insistiu Tamano-Shata. “Recorri ao primeiro-ministro para trabalhar com a administração em Moscou para solucionar o problema”.

“Quero fortalecer a presença da comunidade judaica na Rússia, que deve estar preocupada com as consequências dessa decisão”, concluiu a ministra. “A migração a Israel é um direito básico dos judeus russos e queremos garantir que seja preservada como tal”.

A Agência Judaica é a entidade pioneira no envio de judeus estrangeiros à Palestina ocupada, como parte do processo colonial da Nakba em curso — isto é, a limpeza étnica dos palestinos nativos desde 1948, em favor de colonos que recebem cidadania de Israel.

Tel Aviv mantém uma postura ambígua sobre a guerra na Ucrânia.

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