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Mandato interino de Lapid como premiê de Israel preocupa colonos ilegais

Ministro de Relações Exteriores de Israel Yair Lapid, em Jerusalém ocupada, 24 de abril de 2022 [Gabinete de Imprensa do Governo de Israel/Agência Anadolu]

Colonos israelenses instalados ilegalmente na Cisjordânia ocupada estão receosos com a posse do chanceler Yair Lapid como premiê interino do estado sionista. Grupos de ultradireita temem que um governo “esquerdista” possa evacuar seus postos avançados na região.

Lapid deverá assumir em breve o cargo de primeiro-ministro, após o colapso de sua coalizão de governo então encabeçada pelo militante colonial Naftali Bennett. O parlamento (Knesset) será dissolvido e novas eleições gerais serão convocadas para outubro.

Trata-se do quinto processo eleitoral em três anos. Pesquisas apontam novo impasse.

Neste entremeio, o governo israelense deverá deliberar sobre dois postos coloniais em terras ocupadas, incluindo uma escola judaica no assentamento de Homesh.

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Segundo o jornal Yisrael Hayom, o regime de Lapid deverá ainda responder um apelo protelado na Suprema Corte por informações sobre o processo de evacuação da aldeia palestina de Khan al-Ahmar. O prazo de resposta expira em cerca de vinte dias.

Colonos entranhados nos postos avançados das regiões montanhosas da Cisjordânia acusam o Ministro da Defesa Benny Gantz — aliado de Lapid — de conduzir uma “guerra aberta” contra seus interesses. Segundo a imprensa, os colonos se encontraram recentemente para discutir a nova conjuntura política.

“Nesta última semana, recebemos uma série de sinais de que as autoridades de segurança pretendem levar ruína às colinas dentro em pouco; o colapso do governo somente acresce tamanha apreensão”, declararam os grupos extremistas.

“Instamos o público a permanecer atento nos próximos dias e estar preparado para sair em massa e impedir que forças destrutivas — que Deus nos livre! — evacuem a área”.

Todos os assentamentos israelenses nos territórios palestinos ocupados são ilegais segundo a lei internacional. A transferência demográfica para povoar áreas por meio da força é crime de guerra. Postos avançados são ilegais até mesmo sob a lei de Israel, embora recebam proteção das forças de segurança.

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