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Israel acelera política de expulsões da Mesquita de Al-Aqsa

Grupos de assentamentos israelenses invadem a Mesquita de Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do mundo para os muçulmanos, por ocasião do aniversário de fundação de Israel, em Jerusalém, em 5 de maio de 2022 [Mostafa Alkharouf/Agência Anadolu]

Ativistas de Jerusalém enfatizaram que a escalada da política de expulsão da mesquita de Al-Aqsa vem ocorrendo como uma tentativa da ocupação de impor uma nova realidade na mesquita.

A ativista de Jerusalém Zina Amro aponta o procedimento de expulsar os mourabitoun (guardiões) da Mesquita de Al-Aqsa, explicando que é a fase mais perigosa do projeto de judaização da ocupação.

Amr indicou que a ocupação impôs uma política de expulsão para esvaziar a mesquita de Al-Aqsa e passou livremente a prática de rituais talmúdicos, que estão aumentando diariamente.

Palestinos defenderão a Mesquita de Al-Aqsa – Charge [Sabaaneh/Monitor do Oriente Médio]

Ela enfatizou que os chamados para realizar as orações de sexta-feira na Mesquita de Al-Aqsa são altamente importantes para demonstrar o direito palestino à Mesquita de Al-Aqsa.

Amr pediu aos mourabitoun que estejam permanentemente presentes na Mesquita de Al-Aqsa para rejeitar a expulsão e pressionar Israel a recuar de suas políticas contra os ativistas de Jerusalém e os mourabitoun.

O pesquisador e especialista em assuntos de Jerusalém Mazen Al-Jabari disse que a Mesquita de Al-Aqsa ainda é a questão central para o povo palestino.

Al-Jabari enfatizou que o povo palestino conseguiu usar a mobilização em massa na mesquita de Al-Aqsa para interromper os planos de ocupação, observando que desde 2015 houve sucesso por meio de manifestações e protestos.

Al-Jabari acrescentou que os protestos de sexta-feira e as orações em massa da madrugada conseguiram apoiar a causa de Al-Aqsa todas as semanas e que os ativistas mourabitoun de Al-Aqsa  interromperam os planos da ocupação.

As chamadas para mobilizar e participar da realização das orações do Fajr e das sextas-feiras todas as semanas na Mesquita de Al-Aqsa continuam, assim como as chamadas para visitar e postar-se na mesquita para defendê-la.

O povo de Jerusalém e os territórios palestinos ocupados responderam ao apelo para uma oração em massa na mesquita de Al-Aqsa na sexta-feira, sob o slogan “Ocupando apesar das expulsões”.

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