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Instituições islâmicas pedem sermão unificado às vésperas da ‘Marcha da Bandeira’

Colonos israelenses de ultradireita realizam a ‘Marcha da Bandeira’ em Jerusalém ocupada, 20 de abril de 2022 [Mostafa Alkharouf/Agência Anadolu]

Nesta quinta-feira (26), um total de 40 instituições, associações e entidades islâmicas convocou unidade global no sermão de sexta-feira para destacar os perigos da “Marcha da Bandeira”, ato conduzido por colonos israelenses em Jerusalém ocupada, no próximo domingo (29).

As organizações islâmicas assinaram um comunicado conjunto às vésperas da manifestação ultranacionalista, que busca comemorar a captura da Cidade Velha de Jerusalém, em 1967.

“A Marcha da Bandeira e a persistência [dos colonos] em conduzí-la no Portão de Damasco e na Mesquita de Al-Aqsa representa um crime perigosíssimo e uma medida agressiva, com o intuito de insultar toda a nação islâmica [Ummah], de modo a arriscar uma deflagração da situação em Jerusalém, na Palestina e além”, declarou a nota.

As associações islâmicas exaltaram ainda os grupos da resistência palestina por “sua posição firme e advertência clara de que o percurso assumido pela Marcha da Bandeira … equivale a uma declaração de guerra”.

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Além disso, o comunicado instou a comunidade islâmica internacional a protestar ao lado da resistência popular palestina, para expressar sua solidariedade em defesa de Al-Aqsa.

Em 18 de maio, o Ministro de Segurança Pública de Israel Omer Bar Lev aprovou a sugestão da polícia para realizar a marcha anual por meio de uma rota com início em Jerusalém Ocidental, passagem pela Cidade Velha e Portão de Damasco e destino no Muro das Lamentações (Muro de al-Buraq).

A “Marcha da Bandeira” reúne milhares de israelenses de ultradireita que invadem bairros árabes ou muçulmanos em Jerusalém, para celebrar a ocupação da cidade e o processo de limpeza étnica. São comuns canções e gritos racistas, como “Morte aos árabes”.

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