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Projeto de lei dos EUA pode aumentar preço do petróleo em 300%, alega Emirados

Ministro da Indústria e Energia dos Emirados Árabes Unidos (EAU) Suhail al-Mazrouei, em 14 de janeiro de 2020 [Karim Sahib/AFP/Getty Images]

O Ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos Suhail al-Mazrouei criticou o projeto de lei estadunidense conhecido como NOPEC (Zero Cartel para Produção e Exportação de Petróleo), atualmente em debate na Capitólio.

Segundo al-Mazrouei, a proposta pode aumentar o preço do petróleo em 200 a 300%.

Em discurso proferido no Congresso de Utilidades Globais, em Abu Dhabi, o ministro buscou defender a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), ao afirmar que o plano impõe uma parcela injusta de culpa à entidade pela crise global de recursos energéticos.

Al-Mazrouei então advertiu que a aprovação da lei pode levar ao colapso do longevo sistema de produção industrial e acarretar maior carestia de insumos básicos.

LEIA: OPEP+ insiste em aumento modesto na produção de petróleo; preços aumentam diariamente

“Ao prejudicar o sistema, é preciso ter certeza do que deseja, pois um mercado caótico pode levar a 200 ou 300% de aumento nos preços, com que o mundo simplesmente não consegue arcar”, argumentou o ministro emiradense.

Em aparente referência aos esforços para sancionar a Rússia, Al-Mazroui afirmou ainda que a “extrema volatilidade” nos preços “não decorre de oferta e demanda, mas sim porque alguns compradores rejeitam certos produtos e demora para mudar de um mercado a outro. A ideia de boicotar um certo tipo de petróleo é arriscada, não importa sua motivação”.

Na última semana, o Comitê de Justiça do Senado ratificou a NOPEC, por maioria de 17 votos favoráveis a quatro. O projeto tem de ser aprovado em plenário pelos senadores e então na Câmara dos Representantes, antes do presidente Joe Biden sancionar a lei.

O projeto surgiu em 2007 e pretende revogar a imunidade que protege países-membros da OPEP e suas companhias de processos legais.

Desde a invasão russa na Ucrânia e as sanções ulteriores, os Estados Unidos reivindicam dos estados exportadores de petróleo, sobretudo Arábia Saudita, que aumentem sua produção para reduzir os preços e estabilizar o mercado. Riad, até então, rejeitou os apelos.

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