Uma família palestina permanece há quase uma semana na área restrita do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, após ter a entrada no Brasil não autorizada pelas autoridades migratórias, apesar de ter solicitado refúgio.
Hani e Etimad Alghoul chegaram ao Brasil na última quinta-feira (16), acompanhados do filho de um ano, Kenan. A família vivia na Faixa de Gaza e deixou a região em meio ao conflito, viajando a partir do Cairo, no Egito, com destino a São Paulo. Segundo relatos, Etimad está grávida de três meses e enfrenta anemia severa, enquanto a criança também apresenta problemas de saúde.
Os familiares afirmam possuir visto de turismo emitido por uma representação diplomática brasileira no Egito, mas mesmo assim foram impedidos de entrar no país e permanecem retidos na zona de trânsito do aeroporto, sem definição sobre eventual deportação.
Na sexta-feira (17), foi formalizado um pedido de refúgio junto ao Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que ainda não se manifestou sobre o caso.
A família conta com apoio de amigos no Brasil, que prepararam moradia para recebê-los e acompanham a situação de perto. Um advogado entrou com ação judicial solicitando urgência na liberação da entrada da família no país, permitindo que aguardem em liberdade a análise do pedido de refúgio.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da Polícia Federal sobre o caso.
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