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ONU pede que Israel cancele decisão de despejar 1.300 palestinos de Hebron

Polícia de fronteira israelense realiza verificações de segurança em palestinos na cidade velha de Hebron, na Cisjordânia, em 02 de maio de 2022 [Hazem Bader/AFP via Getty Images]
Polícia de fronteira israelense realiza verificações de segurança em palestinos na cidade velha de Hebron, na Cisjordânia, em 02 de maio de 2022 [Hazem Bader/AFP via Getty Images]

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu, na sexta-feira (06), que as autoridades israelenses cancelem a decisão do tribunal de despejar 1.300 palestinos das colinas de South Hebron, na Cisjordânia ocupada.

Em um comunicado, a Coordenadora Humanitária e Residente da ONU no Território Palestino Ocupado Lynn Hastings alertou que a recente decisão da Suprema Corte de Israel de despejar os moradores de Masafer Yatta em South Hebron Hills “equivale a uma transferência forçada”.

“A decisão afeta mais de mil palestinos, incluindo 500 crianças, na Cisjordânia ocupada e permite o despejo dos moradores”, afirmou Hastings no comunicado.

Ela acrescentou: “Como todos os recursos legais internos foram esgotados, a comunidade está agora desprotegida e em risco de deslocamento iminente”.

A coordenadora humanitária da ONU alertou: “Tais despejos que resultam em deslocamento podem equivaler a uma transferência forçada, contrariando as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e o direito internacional”.

Ela reiterou os apelos do secretário-geral da ONU sobre Israel: “Cessar demolições e despejos no Território Palestino Ocupado, de acordo com suas obrigações sob o direito internacional”.

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