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Governo israelense deve aprovar inquérito sobre submarinos alemães

Então premiê israelense Benjamin Netanyahu durante cerimônia de chegada do INS Rahav, quinto submarino fabricado na Alemanha e adquirido por Tel Aviv, no porto militar de Haifa, em 12 de janeiro de 2016 [JACK GUEZ/AFP via Getty Images]

O governo israelense deve votar neste domingo (23) a abertura de uma comissão de inquérito para analisar suspeitas de corrupção em uma acordo de cinco anos envolvendo submarinos alemães, que tornaram-se conhecidas na imprensa como “Caso 3000”.

O Ministro de Relações Exteriores Yair Lapid descreveu as denúncias como “o mais grave caso de corrupção no setor de segurança da história de Israel”. Acrescentou: “Não podemos deixar pedra sobre pedra na busca pela verdade”.

Na última semana, o Ministro da Defesa Benny Gantz afirmou que a “abertura de uma comissão de inquérito é uma medida necessária para manter a segurança de Israel”.

O caso refere-se a dois acordos assinados pelo governo israelense e pela corporação alemã Thyssenkrupp, envolvendo a compra de três submarinos por três bilhões de euros (US$3.4 bilhões), equivalente ao dobro do valor original.

A negociação foi supostamente maculada por má conduta de oficiais israelenses, incluindo um ex-comandante máximo do exército sionista.

Um inquérito anterior não citou o então primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, indiciado por corrupção. No entanto, espera-se que a nova investigação examine suas ações durante o processo e mesmo a necessidade de adquirir as embarcações.

LEIA: Israel assina acordo multibilionário para obter submarinos alemães

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