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Chancelaria israelense expressa indignação com visita de diplomatas a Sheikh Jarrah

Sven Kühn von Burgsdorff (centro), representante da União Europeia para a Palestina, visita o bairro de Sheikh Jarrah junto de uma delegação diplomática, em Jerusalém ocupada, 20 de dezembro de 2021 [Mostafa Alkharouf/Agência Anadolu]

Nesta segunda-feira (17), o Ministério de Relações Exteriores de Israel criticou duramente uma visita de diplomatas europeus para demonstrar solidariedade a famílias palestinas sob ameaça de expulsão no bairro de Sheikh Jarrah, segundo informações do Jerusalem Post.

“Os embaixadores que atacaram Israel estão confusos”, alegou um oficial sênior da chancelaria em Tel Aviv. “Ao invés de proteger os residentes, estão protegendo criminosos”.

Uma delegação liderada por Sven Kühn von Burgsdorff, representante da União Europeia para a Palestina, visitou a casa de uma família ordenada pela ocupação a deixar o local onde mora desde a década de 1950, a fim de demolir a estrutura e substituí-los por colonos ilegais.

“É imperativo desescalar a situação e buscar uma solução pacífica”, declarou o escritório de von Burgsdorff. “Despejos e demolições são ilegais sob a lei internacional, prejudicam os prospectos de paz e alimentam tensões na região”.

Hans Docter, embaixador da Holanda em Israel, advertiu no Twitter: “Tentativas em curso para despejar uma família palestina de Jerusalém Oriental são contrárias à lei internacional e arriscam maior escalada”. Em seguida, exortou Israel a revogar a ordem imediatamente.

A embaixada da Irlanda para os territórios palestinos também destacou que as campanhas de despejo e demolição violam a lei humanitária internacional e “ameaçam escalar confrontos”.

“Despejos nos territórios ocupados contradizem lei humanitária internacional, salvo exceções”, insistiu o consulado britânico em Jerusalém. “O Reino Unido urge o governo de Israel a suspender tais práticas que servem apenas para escalar tensões em campo”.

A fonte do ministério israelense, no entanto, alegou que a postura dos diplomatas reflete um “instinto pavloviano de atacar Israel sem conhecer os fatos”. Dessa forma, a chancelaria considera a reação dos representantes internacionais como “desvinculada da realidade”.

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