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Al-Sadr anuncia dissolução de facção armada no Iraque

Clérigo xiita Muqtada al-Sadr [Twitter]
Clérigo xiita Muqtada al-Sadr [Twitter]

Muqtada al-Sadr, clérigo xiita e líder do movimento sadrista, anunciou na sexta-feira (19) o fim de sua Brigada do Dia Prometido, como “gesto de boa vontade” em nome da dissolução de grupos paramilitares influentes no Iraque.

Em nota, afirmou al-Sadr: “Como gesto de boa vontade, confirmo a dissolução da Brigada do Dia Prometido e o fechamento de seus quartéis-generais”.

“Se não fosse o fato de que as armas já foram entregues às Brigadas da Paz, eu teria ordenado que o fizessem e teriam assim obedecido”, acrescentou al-Sadr. “Porém, caso armas sejam descobertas, deverão ser entregues dentro de 24 horas”.

“Tenho esperanças de que essa medida servirá de início para dissolver todas as facções armadas, desarmá-las e encerrar suas operações, até mesmo como mensagem de segurança e paz a toda a população”, insistiu o líder nacional iraquiano.

A Brigada do Dia Prometido é uma facção armada reunida por al-Sadr em 2008, para enfrentar a ocupação dos Estados Unidos, que deixou o Iraque em 2011, mas retornou três anos depois para combater o grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico).

LEIA: Iraque planeja iniciativa para solucionar crise eleitoral

Al-Sadr, no entanto, possui ainda outra facção, denominada Saraya al-Salam, integrante das Forças de Mobilização Popular, por sua vez, formalmente filiada ao exército iraquiano.

Em coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (18), al-Sadr conclamou os grupos políticos que rejeitam os resultados das eleições a “dissolver de imediato seus ramos militares e entregar armas às Forças de Mobilização Popular, via comandante-chefe das Forças Armadas”.

Também na quinta-feira, não obstante, o Kata’ib Hezbollah exigiu que al-Sadr desarmasse primeiro os grupos sob seu comando, como gesto de boa vontade.

Segundo os resultados preliminares das eleições parlamentares de outubro, o bloco sadrista venceu 73 de 329 vagas. A coalizão al-Fateh, que representa grupos armados, conquistou somente 16 assentos, após eleger 48 parlamentares em 2018.

Por semanas, forças políticas no país — sobretudo grupos paramilitares xiitas — repudiam veementemente os resultados eleitorais. Protestos tomaram as ruas da capital Bagdá, reivindicando uma recontagem manual dos votos.

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