As altas taxas de pobreza entre refugiados palestinos radicados no Líbano exacerbam efetivamente o fenômeno do trabalho infantil, reportou nesta quarta-feira (17) a Associação Palestina por Direitos Humanos (Witness).
Segundo relatório da fundação humanitária, a evasão escolar e os choques econômicos adicionais decorrentes da pandemia de coronavírus forçaram um grande número de crianças de famílias carentes a trabalhar para sobreviver.
O documento enfatizou que o trabalho infantil priva as crianças de direitos fundamentais e as torna particularmente vulneráveis à exploração.
LEIA: UNRWA pede apoio aos refugiados palestinos no Líbano
Mahmoud al-Hanafi, diretor da Witness, exortou a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) a ampliar seu orçamento em ensino qualificado e trabalhar para reverter o abandono escolar.
Al-Hanafi conclamou à agência que forneça também assistência social às famílias, para impedir que recorram ao trabalho infantil. Pela mesma razão, reivindicou do governo libanês que garanta emprego aos refugiados palestinos.
Segundo a UNRWA, a evasão escolar entre os refugiados no Líbano chegou a 18%.
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