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União Africana debate status de observador concedido a Israel

Presidente da União Africana Moussa Faki Mahamat durante coletiva de imprensa em Addis Ababa, 7 de dezembro de 2019 [EDUARDO SOTERAS/AFP via Getty Images]

A União Africana debaterá hoje (14) a proposta de conceder a Israel status de observador, medida rechaçada pelos palestinos e por estados-membros.

Nesta quarta-feira (13), o Ministro de Relações Exteriores da Autoridade Palestina Riyad al-Maki exortou os países africanos a rejeitar a decisão.

“Nossa longa história de solidariedade mútua e luta contra o colonialismo e a opressão, assim como o legado africano de combate ao racismo e ao apartheid, demanda que essa indicação infeliz seja revertida no iminente encontro da União Africana”, afirmou o chanceler.

Os palestinos, prosseguiu al-Maki, olham para a África em busca de apoio e solidariedade para sua luta diária contra a ocupação israelense.

“Nossa luta por um mundo livre de racismo é diária e compartilhada, das ruas de Jerusalém às ruas de Abuja, Nairóbi e Joanesburgo. Temos um dever recíproco de garantir que nossa desumanização, demonização e colonização sejam expurgadas de uma vez por todas”, reiterou.

LEIA: União Africana não deve ceder espaço a Israel até que acabe a ocupação da Palestina

Em julho, Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão Africana, concedeu status de observador a Israel, incitando repúdio por todo o continente.

A Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África (SADC), bloco composto por 16 países, também opôs-se à decisão e reivindicou que seja reavaliada.

“A África do Sul crê firmemente que, enquanto Israel não estiver disposto a negociar um plano de paz sem precondições, não deve ter qualquer status de observador na União Africana”, enfatizou em nota o Ministério de Relações Exteriores do país.

“A União Africana não pode ser parte de planos e ações que reduziriam os ideais de um estado palestino a entidades balcanizadas, privadas de verdadeira soberania, sem contiguidade territorial e sem qualquer viabilidade econômica”, concluiu o comunicado.

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